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Correio Braziliense

Brasilienses apostam na música instrumental em recentes lançamentos

BC Araújo e Sellva são alguns dos nomes que reforçam a tradição instrumental de Brasília


postado em 30/05/2020 08:09 / atualizado em 30/05/2020 16:26

Sellva se aventura num EP orgânico e instrumental(foto: Julia Salustiano/Divulgação)
Sellva se aventura num EP orgânico e instrumental (foto: Julia Salustiano/Divulgação)
Em Brasília, o lado instrumental nas músicas tem uma grande importância. Desde o chorinho, passando pelo jazz e pela MPB, as sonoridades fortes marcam o ritmo e, muitas vezes, sem precisar de letra para acompanhar. É o caso do guitarrista BC Araújo, que lança o disco Abril, com sete faixas, sendo todas exclusivamente instrumentais.
 
Com um repertório que vai do bolero ao jazz, passando pelo blues e pela bossa nova, o músico trabalhou com reproduções de piano, contrabaixo, percussão e bateria computadorizadas. “É um tipo de disco instrumental pensado para o ouvinte, com melodias bem cantáveis”, explica BC Araújo.
 
O guitarrista, que fez parte do grupo Móveis Coloniais de Acaju, apresenta um trabalho solo pela primeira vez e garante que teve mais liberdade para experimentações no disco que está disponível nas plataformas digitais. “A oportunidade de trabalhar sozinho permite colocar mais as experiências das outras dimensões de vida. Quando se trabalha com outras pessoas, a zona de convergência é a música, então, o diálogo é essencialmente musical mesmo. Porém, quando se trabalha sozinho, é possível experimentar mais, ousar mais.”
Mariana Frota, de nome artístico musical Sellva — codinome que reflete o diálogo das dualidades da selva de pedra com a selva da natureza —, também entrou na questão instrumental no lançamento do EP Atmosfera. A artista desenvolveu as cinco composições autorais que fazem parte do trabalho, enquanto o cantor Lucas Santana criou os beats musicais.
 
“Queria misturar o orgânico, o instrumental e o eletrônico e traduzir isso em músicas de fácil acesso e produção. Gravamos violão, baixo e o resto foi produzido por programas de computação. É o que eu chamo de MPB pós-contemporânea, que não perde as raízes e dialoga com um pouco de todos os estilos”, explica a cantora.
Explorando a temática da existência e do lado sensível das pessoas, Sellva produz músicas alegres, para pensar e refletir. O novo trabalho estará disponível nesta segunda-feira em todas as plataformas digitais.

*Estagiário sob a supervisão de Igor Silveira 

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