Diversão e Arte

Bartolomeu Rodrigues ao CB Poder sobre festival: 'Não joguei a toalha'

Após anunciar cancelamento da 53ª edição Festival de Cinema de Brasília, secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal diz acreditar na realização do evento

Vinícius Veloso*
postado em 08/06/2020 19:36
Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa do DFApós a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal antecipar a notícia do cancelamento da 53; edição do Festival de Cinema de Brasília à jornalista Ana Maria Campos, o assunto se espalhou rapidamente entre a comunidade artística. Em entrevista concedida ao CB.Poder - parceria do Correio com a TV Brasília -, nesta segunda-feira (8/6) ao jornalista Alexandre de Paula, o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Bartolomeu Rodrigues, explicou a situação e demonstrou esperança em uma reviravolta.

;Nós não estamos fazendo isso pela nossa vontade, muito pelo contrário. Estou extremamente frustrado, nós estávamos trabalhando intensamente... Estamos trabalhando intensamente, porque eu ainda não joguei a toalha;, disse. Em seguida, fez um apelo para os artistas. ;Tenho recebido muitas manifestações de associações, entidades, pessoas do mundo cultural e de fora que estão me colocando de pé no sentido de não deixar o festival morrer. E a minha resposta é: não vamos deixar ele morrer. Vamos dar as mãos e buscar criatividade, formas de viabilizar o festival. Acho que ainda é possível.;

[SAIBAMAIS]O secretário ressaltou a possibilidade de utilizar o Cine Drive-In para realizar o festival, bem como as plataformas on-line. Entretanto, ele disse que a questão monetária ainda é o principal entrave para que o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro ocorra em 2020.

Além disso, Bartolomeu Rodrigues também falou sobre o setor cultural na pandemia, que sofre com a falta de atividades e de recursos financeiros para a manutenção dos trabalhos no futuro. ;Nós não somos população se deixarmos a cultura em segundo plano. A cultura é fundamental, inclusive para a retomada do desenvolvimento, ela é alavancadora desse processo. Estamos solidários e na luta contra a covid-19, mas temos que compreender que a vida está seguindo para muita gente e, no setor cultural, o impacto da crise econômica está sendo muito forte;, pontua.

Com foco nos editais liberados para a classe artística, a Secretaria de Cultura conta com a liberação das verbas disponíveis como um alento para quem sobrevive da arte. ;Mas, sendo muito franco agora, recentemente foi aprovado um socorro emergencial (Lei Aldir Blanc) pelo Congresso, rapidamente aprovado pela Câmara e pelo Senado, mas que depende de sanção presidencial e de muitas negociações. Vamos esperar por isso até quando? Não sei até que ponto haverá sensibilidade de colocar esses recursos à disposição dos estados e municípios brasileiros. O Distrito Federal está pronto para receber, em vantagem, por ter um Fundo de Apoio à Cultura (FAC) constituído;, conclui.

Segundo Bartolomeu Rodrigues, a Secretaria de Cultura conta com os editais FAC Conecta Cultura, que trata de propostas de apresentações virtuais, e o FAC Premiação. A previsão da liberação de recursos para atender essas demandas é entre julho e agosto.
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*Estagiário sob a supervisão de Adriana Izel

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