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Correio Braziliense

Relembre os sucessos de João Bosco, que completa 74 anos

Ao longo da carreira, o músico teve grandes parceiros como Vinícius de Moraes e Aldir Blanc, e teve músicas gravadas por nomes como Elis Regina


postado em 13/07/2020 18:12

(foto: Marcos Hermes/Divulgação)
(foto: Marcos Hermes/Divulgação)
O músico e compositor mineiro João Bosco completou, nesta segunda-feira (13/7), 74 anos. Nascido em Ponte Nova (MG) em 13 de julho de 1946, o músico obteve reconhecimento nacional e internacional tanto como compositor quanto como instrumentista, tendo trabalhado, ao longo da carreira, com grandes parceiros como Vinícius de Moraes e Aldir Blanc.


João Bosco nasceu em um ambiente familiar bastante musical. Ganhou o primeiro violão aos 12 anos e fez parte do conjunto X-Gare, cujo nome faz menção à música She’s got it, de Little Richards. Em 1961, mudou-se para Ouro Preto para estudar engenharia, sem deixar de se dedicar à carreira musical. Na época, desenvolvia o interesse por jazz, bossa nova e tropicalismo. Cinco anos depois, conheceu, na casa do pintor Carlos Scliar, o poeta Vinícius de Moraes, que se tornaria o primeiro parceiro de composições. Dessa parceria, surgiram músicas como Rosa dos ventos, Samba do pouso e O mergulhador.


Em 1970, fez uma viagem de férias para o Rio de Janeiro e, lá, conheceu o compositor Aldir Blanc, que viria a ser o grande parceiro de composições. O encontro fértil rendeu mais de 100 canções, incluindo clássicos como O mestre sala dos mares, O bêbado e a equilibrista, Bala com bala, Kid Cavaquinho, Caça à raposa, Falso brilhante, O rancho da goiabada, De frente pro crime, Fantasia, Bodas de prata, Latin lover, O ronco da cuíca e Corsário.


Em 1972, Bosco conheceu Elis Regina, que lançou no mesmo ano, em LP, a música Bala com bala, primeiro sucesso da dupla Bosco/Blanc. No LP de 1974, Elis gravaria mais uma leva de músicas da dupla, com O mestre-sala dos mares, Dois pra lá, dois pra cá e Caça à raposa.


Em 1975, com a popularidade impulsionada por Elis Regina, saiu o segundo LP de João Bosco, Caça à raposa, em que todas as músicas foram feitas em parceria com Aldir Blanc. Com músicas como O mestre-sala dos mares, De frente pro crime, Dois pra lá, dois pra cá e Kid Cavaquinho.


Em 1976 lançou o álbum Galos de briga, também só com parcerias dele com Blanc em canções como Incompatibilidade de gênios, Latin lover, O ronco da cuíca e Rancho da goiabada. No ano seguinte foi a vez do LP Tiro de misericórdia, uma vez mais, só com músicas deles com o maior parceiro, em músicas como Gênesis (Parto), Falso brilhante e Vaso ruim não quebra, além da faixa-título. Em 1979, veio Linha de passe, com mais parcerias com Blanc mas, também, com outros companheiros.


Os anos 1970 foram particularmente produtivos para João Bosco, mas, prólifico compositor, as canções, álbuns e sucessos não pararam de se multiplicar. A partir dos anos 1980, com a interrupção da parceria com Aldir Blanc, João Bosco passou a aparecer mais como intérprete das próprias músicas, chegando a se apresentar em grandes festivais internacionais como o de Montreaux, na França. Em maio deste ano, o músico lançou o álbum Abricó-de-macaco, e, pouco depois, o álbum Canto da praya – Hamilton de Holanda & João Bosco ao vivo, um duo do músico mineiro com o bandolinista brasiliense.

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