Diversão e Arte

Skank faz live este sábado (1º/8) para comemorar 30 anos de banda

Em entrevista ao Correio, Samuel Rosa falou sobre como funcionará a apresentação, o tempo do grupo e o apoio dos fãs durante a pandemia

Pedro Ibarra*
Pedro Ibarra*
postado em 01/08/2020 09:00
A banda anunciou o que se preparava para o fim em novembro, mas só vai acabar após terminar da turnê de despedida
Ícones do rock-pop brasileiro, o Skank faz neste sábado (1;/8) uma live para comemorar os 30 anos da banda, com as músicas que mais marcaram esta trajetória desde os anos 1990 às 20h no próprio canal do YouTube.

A live é a terceira feita durante a pandemia, sendo a primeira com formação completa incluindo metais -- as outras tiveram modelo acústico. ;Vamos tocar as canções principais do repertório. O que deve acontecer nesta apresentação é que vamos resgatar algumas músicas que não vinham sendo executadas e algumas até que nunca foram tocadas ao vivo;, conta Samuel Rosa, vocalista do Skank.

[SAIBAMAIS]"Ele confirmou que músicas menos tocadas como Fotos na estante, Ali e Formato mínimo podem aparecer na setlist escolhida para a comemoração dos 30 anos da banda: A gente tem presenteado os fãs mais radicais que gostam das músicas mais lado B, que não foram singles ou hits;.

;Nossa primeira live teve mais de três milhões de visualizações, a segunda teve mais de milhão também;, lembra o vocalista. Ele pontua que as redes sociais e transmissões ao vivo estão aliviando um pouco a falta dos palcos e da energia do público. ;Fico imaginando se a pandemia tivesse vindo 15 ou 20 anos atrás, o distanciamento seria muito maior;, reflete o artista.

A banda confirmou que vai voltar aos palcos para terminar a turnê de despedida, iniciada neste ano, mas paralisada pela pandemia, quando houver a possibilidade de aglomerações. ;Óbvio que isso vai ter fim e a gente espera retornar de maneira segura o quanto antes. As coisas que foram adiadas serão feitas, como a nossa turnê de despedida marcada para 2020, que fatalmente será no ano que vem, 2021;, comenta Samuel Rosa. ; A prioridade agora de todos nós como cidadãos do mundo é fazer a nossa parte para que a gente perca o número menor de vidas possível;, pontua.

30 anos de Skank

;É muito simbólico, porque a gente sabe que é uma estrada que é difícil você percorrer, perdurar durante tanto tempo. Não é só ter longevidade, é também ser atuante, relevante. Não adianta nada ficar aí 30/40 anos, mas cantando para as paredes;, fala Samuel Rosa. Segundo ele, a banda continuou com um público fiel e também se renovando com as mudanças de sonoridade e estilo da banda. ;o Skank conseguiu isso e cuidando muito da própria carreira, do próprio perfil, dos discos, das produções".

A banda permanece desde o início da década de 1990 com a mesma formação, sem nem trocar o empresário: Fernando Furtado acompanha Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zaneti e Haroldo Ferretti desde dos primeiros shows quando todos tinham vinte poucos anos. ;Bom 30 anos é bastante tempo para uma banda. É só olhar pro lado e ver que várias bandas da nossa geração já não existem mais, e as que continuam perdurando não tem a mesma formação;, comemora o cantor.

No entanto, o que fica no final é a sensação de dever cumprido após tocar corações de diferentes gerações lotar o Mineirão, estádio dos times que torcem, e se tornarem uma das mais influentes bandas do rock pop brasileiro. ;É de se olhar pra trás e sentir muito orgulho de tudo que a banda conseguiu durante esses anos todos;, vê Samuel Rosa.

*Estagiário sob supervisão de Adriana Izel

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