Correio Braziliense
postado em 10/01/2020 04:16
A CRIAÇÃO DO PATRIARCADO:
HISTÓRIA DA OPRESSÃO DAS MULHERES PELOS HOMENS
DE GERDA LERNER. TRADUÇÃO: LUIZA SELLERA. EDITORA CULTRIX, 400 PÁGINAS. PREÇO MÉDIO: R$ 64.
Foram precisos mais de 30 anos para que a obra A criação do patriarcado, da historiadora Gerda Lerner, finalmente ganhasse uma tradução para o português. O livro é resultado de oito anos de estudo da norte-americana sobre a relação da história e a natureza da subordinação feminina. Para explicar a opressão, Gerda faz um passeio histórico mostrando a origem do patriarcado, que perpassa pela doutrinação, privação da educação, negação das mulheres o conhecimento da própria história, e a discriminação ao acesso a recursos econômicos e políticos. A obra é uma leitura densa, mas repleta de conhecimento e de explicações relativas à opressão das mulheres e a supremacia masculina. Tudo isso, por meio, de fatos históricos. (Adriana Izel)
Hey, Zé!
CD de Zé Geraldo, 11 faixas. Lançamento da gravadora Kuarup. Preço sugerido: R$ 24,90.
O bardo mineiro Zé Geraldo se tornou conhecido como compositor e cantor de música regional. Ele, porém, sempre deixou claro sua admiração por astros do rock, em especial Bob Dylan. Para demonstrar a diversidade do gosto musical, lançou, em 2006, o DVD Um pé no mato — Um pé no rock. Seu trabalho mais recente é Hey, Zé!, álbum com o qual homenageia Jimmi Hendrix. O título do CD vem da faixa de abertura, versão de Hey, Joe (Bill Roberts), que se tornou um clássico na interpretação do lendário guitarrista norte-americano. O set list traz 11 faixas, entre elas Do outro lado da montanha, Bicho grilo artesão e as emblemáticas, Hippie véio sonhador e Roqueiro da roça. (Irlam Rocha Lima)
Capa Coringa
Coringa (Jocker, EUA, 2019). De Todd Phillips. Com Joaquin Phoenix, Robert De Niro, Zazie Beetz, Francis Conroy e Leigh Gil. Warner, thriller, 122min. Não recomendado para menores de 16 anos.
Surpreende a capacidade soturna do diretor Todd Phillips ao emplacar um filme que dobrou até mesmo a tradição de prêmios mais sisudos, e alcançou a glória do Leão de Ouro no Festival de Veneza. Tratando de um jogo de identidade e deformação de caráter de pária social, no caso o fracassado comediante Arthur Fleck. Muito dependente da mãe Penny, Arthur encara um bullying pesado no cotidiano solitário por Gotham City. Personificado por Joaquin Phoenix, o personagem-título está inserido num painel de referências cinematográficas que contempla citações a Rede de intrigas, Rei da comédia, V de Vingança e, claro, Taxi driver. (Ricardo Daehn)
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