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Correio Braziliense

MMX negocia minas com siderúrgicas

 


postado em 29/04/2008 09:15 / atualizado em 29/04/2008 09:17

Depois de vender o sistema Minas-Rio para a Anglo-American, a mineradora MMX negocia a venda de outros ativos de minério de ferro para siderúrgicas nacionais e estrangeiras, segundo o presidente da companhia, Eike Batista. De acordo com ele, não há interesse de vender os ativos para outras mineradoras, já que são suas concorrentes no setor de minério de ferro. Batista descartou especificamente a possibilidade de vender as minas para a mineradora australiana BHP Billiton, que está procurando ativos no Brasil. “Para a MMX, a BHP é uma concorrente”, afirma. Em janeiro, a MMX vendeu parte de suas ações em dois complexos de mineração: os sistemas Minas-Rio e Amapá para a mineradora britânica Anglo American, por US$ 5,5 bilhões. Em recente entrevista, Batista informou que seu outro ativo de mineração do grupo, o Corumbá, atraiu o interesse de um grupo estrangeiro. Esse sistema, localizado em Mato Grosso do Sul, tem reservas de minério de ferro estimadas em 88,6 milhões de toneladas. Os nomes dos interessados, no entanto, não foram revelados. Outra das minas do empresário, a de Serra Azul, em Minas Gerais, está sendo negociada com o grupo indiano Tata. Segundo Batista, a proposta discutida inclui a compra de até 50% das minas de ferro pelos indianos. Em contrapartida, a Tata instalaria uma montadora de automóveis no complexo portuário do Açu, empreendimento no litoral fluminense de seu grupo, o EBX. As jazidas de Serra Azul, conhecidas como sistema AVG, foram adquiridas em julho do ano passado por US$ 224 milhões. Mesmo com as negociações em curso e a venda dos sistemas Minas-Rio e Amapá, o empresário nega estar abandonando o setor de mineração. “A MMX, apesar de termos vendido parte dos ativos, continua tão grande quanto a parte vendida. Então, a mineração continua sendo um foco gigante da companhia”, disse.

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