Economia

Fiesp atribui queda na atividade da indústria a menor número de dias úteis

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postado em 29/04/2008 17:00
A queda de 4,3% no nível de atividade da indústria paulista no mês de março, ante o mês anterior com ajuste sazonal, não deve ser avaliada como negativa, pois ocorreu devido ao menor número de dias úteis. Segundo o diretor do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que divulgou hoje (29) o Indicador de Nível de Atividade (INA). Sem ajuste sazonal, o INA cresceu 5,9% em março ante fevereiro e 3,5% comparado a março do ano passado. De janeiro a março o crescimento foi de 8,5% e no acumulado dos últimos 12 meses houve crescimento de 7,2%. Na média temos em fevereiro 18 dias úteis e em março, 22. É normal uma diferença de quatro dias entre um mês e outro. Neste ano tivemos 19 dias úteis em fevereiro e 20 em março uma diferença de apenas um dia útil. Ou seja, fevereiro contra março sempre é afetado por isso. Por isso março dessazonalizado acabou com essa queda, disse Francini. De acordo com o INA, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) sem ajuste sazonal foi de 83% em março, ante 82% em fevereiro. Com ajuste, foi de 82,5% em março e de 83,4% em fevereiro. Esses números também estão relacionados com o número de dias úteis, mas o Nuci continua em patamar confortável acrescentou. Entre os setores destacados, Alimentos e Bebidas teve variação negativa de 0,6% com ajuste sazonal. Sem o ajuste, cresceu 2,7%. Com relação a março do ano passado, registrou queda de 2,6%. No acumulado do ano a queda foi de 1,1% e nos últimos 12 meses houve elevação de 1,7%. O que acontece é que o aumento dos preços dos alimentos ofende a atividade desse setor. O mercado reage consumindo menos, por conta dos preços altos, e o nível de atividade cai porque falta demanda, disse Francini. Com ajuste sazonal, o setor de Máquinas e Equipamentos caiu 4,6% em relação a fevereiro sem ajuste, subiu 4,1%. Na comparação com março do ano passado houve crescimento de 7,8% e de janeiro a março, crescimento de 13% nos últimos 12 meses, de 14,6%. Para Francini, o setor continua em boa forma: apesar da queda de 4,6%, os 12 meses registraram o dobro da média da indústria e não há sinais de redução, continuará com andamento positivo comparado ao INA. Já o setor de Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos teve queda de 7,1% com ajuste sazonal, mas cresceu 1,8% sem ajuste, comparado a fevereiro. Na comparação com março do ano passado houve crescimento de 20,9%; no acumulado do ano, de 27,3% e nos últimos 12 meses, de 7,5%. Este setor teve como principais demandantes a geração e distribuição de energia e a construção civil, comentou o diretor. Francini destacou que a evolução do comportamento industrial e as taxas de crescimento estão se acomodando em bom patamar: Não seria uma grande surpresa que o INA se acomode em índice inferior a 7,2% no final do ano, porque começam a entrar meses de base de comparação mais forte no acumulado de 12 meses.

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