Publicidade

Correio Braziliense

Brasiliense é quem mais paga impostos no país

 


postado em 26/05/2008 08:20 / atualizado em 26/05/2008 08:29

O brasiliense é, de longe, quem mais paga impostos no país. Praticamente metade de toda a riqueza produzida no Distrito Federal é recolhida aos cofres públicos sob a forma de tributos federais e distritais. Segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a carga tributária no DF é de 48,4% do Produto Interno Bruto (PIB) local. Esse nível de recolhimento é próprio dos países escandinavos, que têm os maiores índices de desenvolvimento e os melhores serviços públicos do mundo. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 35,86%. O Ipea identificou o motivo de tamanho sacrifício: o trabalhador brasiliense tem a maior renda média do país. Como tem ganhos proporcionais mais altos do que os demais brasileiros, é sobre seus rendimentos que o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) incide mais fortemente. Segundo o último dado disponível no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB per capta chegou a R$ 34.510 em 2005 no DF, um valor quase duas vezes superior ao segundo colocado, São Paulo, com R$ 17.977. “Como o IRPF é progressivo, quem ganha mais paga mais. O alto nível de recolhimento de impostos no DF se deve basicamente ao fato de que os brasilienses têm, em média, salários muito maiores do que os moradores de qualquer outro lugar no país. Isso é um reflexo de a cidade ter um número muito grande de trabalhadores no setor público”, afirma o coordenador de Desenvolvimento Federativo do Ipea, Rogério Boueri. O volume de tributos federais recolhidos no DF é bem maior que o dos impostos distritais. Na capital, a carga federal é de 42,44% do PIB local, ou 15 pontos percentuais superior ao segundo lugar no ranking, o Rio de Janeiro (27,28%), que também tem uma forte presença da burocracia de empresas estatais, como Petrobras e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de servidores aposentados da administração direta. Os impostos de competência do GDF somaram 5,95% do PIB, o menor nível do país na comparação com os estados. “Os números indicam que a tributação sobre o setor privado no DF é mais leve”, diz o coordenador. Leia mais na edição impressa do Correio Braziliense

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade