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Correio Braziliense

Clima afeta produção de eletricidade

 


postado em 02/06/2008 08:41 / atualizado em 02/06/2008 08:47

Ainda que todas as chaminés sejam lacradas, os automóveis permaneçam desligados e, enfim, a emissão de gases na atmosfera cesse completa e imediatamente, o planeta chegará ao fim deste século até 5,8ºC mais quente. A fumaça acumulada é tanta que até aí não haverá mais reversão. Além da redução das calotas polares e um aumento de até 88cm no nível do mar, essa elevação na temperatura vai afetar o regime de ventos e chuvas. Alterações como essas provocarão mudanças variadas. No Brasil, com apoio de um fundo britânico que incentiva estudos sobre o tema, uma primeira pesquisa será divulgada hoje pelo instituto de pós-graduação e pesquisa de engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe). Ela tenta medir os impactos dessas mudanças na geração de energia no Brasil . “O sentido do impacto é sempre de perda. Não é um cenário catastrófico para o Brasil, mas enquanto as fontes renováveis de energia são alternativas às mudanças climáticas, paralelamente são as mais afetadas por essas mudanças”, afirma o engenheiro Roberto Schaeffer, professor da Coppe e doutor em Planejamento Energético, um dos responsáveis pela pesquisa. Como a eletricidade no Brasil é em sua maioria gerada por fonte renovável — 85% dela vem de hidrelétricas e a bioenergia está ganhando importância — podem estar aí as maiores conseqüências para o país. Nas contas da Coppe, a redução média na produção de eletricidade hidráulica devido a diferentes regimes de chuvas e queda na vazão dos rios será de 1% ou 2,2%, a depender dos cenários de aumento ou redução nas emissões de poluentes. Leia mais na edição impressa do Correio Braziliense

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