Economia

Bolsas européias caem com setor alimentício e de companhias aéreas

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postado em 16/06/2008 15:17
As bolsas européias fecharam em baixa nesta segunda-feira (16/06). O temor de que a alta nos preços dos alimentos e do petróleo afetem os lucros das empresas atingiu principalmente as ações dos setores alimentício e de companhias aéreas. O indicador divulgado hoje nos Estados Unidos também foi visto como sinal de debilidade da economia. A Bolsa de Londres encerrou o dia em baixa de 0,14%, com 5.794,60 pontos; a Bolsa de Paris teve baixa de 0,52%, ficando com 4.657,74 pontos; a Bolsa de Frankfurt caiu 0,52%, para 6.729,88 pontos; a Bolsa de Amsterdã perdeu 0,27%, ficando em 458,70 pontos; a Bolsa de Milão teve baixa de 0,18%, indo para 23.879 pontos; e a Bolsa de Zurique teve baixa de 0,32%, indo para 7.238,27 pontos. O petróleo chegou nesta segunda a um novo recorde, US$ 139,89. A alta da commodity tem feito os investidores temerem pelo efeito que essas altas poderão ter sobre os gastos das companhias aéreas com combustível --e o quanto isso irá afetar os lucros. As ações da British Airways caíram 4,5%; as da Ryanair Holdings, 4,9%; e as da Deutsche Lufthansa AG perderam 1,1%. Também caíram as ações da alemã BMW, no setor automobilístico (-1,1%). Inflação Hoje a Eurostat - a agência de estatísticas do bloco europeu - informou que a a taxa de inflação de 12 meses na zona do euro subiu 0,4 ponto percentual em maio, atingindo 3,7% (novo recorde). O recorde anterior havia sido registrado em março, 3,6%. Em maio de 2007, a taxa de inflação de 12 meses na zona do euro havia sido de 2,1%. Economia debilitada Nos EUA, o Federal Reserve de Nova York (uma das 12 divisões regionais do Fed, o BC americano) informou que a atividade manufatureira na região desacelerou mais em junho: o indicador Empire State Manufacturing ficou em -8,7 em junho, contra -3,2 de maio. Índices abaixo de zero apontam o enfraquecimento da atividade. Com a economia fraca nos EUA, o Fed pode ter de considerar mais antes de se decidir por uma elevação de juros --ainda que o presidente do Fed, Ben Bernanke, tenha dito recentemente que a instituição "resistirá com firmeza a um agravamento das expectativas da inflação a longo prazo" - declaração que foi vista como sinal de que o banco pode até elevar os juros em breve. Ao mesmo tempo, o Banco Central Europeu (BCE) pode vir a elevar sua taxa de juros em setembro, o que pressiona ainda mais a cotação do dólar, agravando ainda mais a situação de alta em que o petróleo se encontra: com o dólar barato, aumenta a demanda (que é negociado em dólar), o que pressiona mais a oferta. Setores No setor de alimentos, caíram as ações da Danone (-2,8%) e da Unilever (-2,9%). O banco UBS rebaixou as ações das duas de "neutro" para "venda", alegando o risco de deterioração no cenário para os gastos do consumidor (devido aos altos preços). No setor bancário, as ações do Barclays subiram 3,5%.

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