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Correio Braziliense

Sem acordo no TST, greve dos Correios continua

 


postado em 07/07/2008 13:09 / atualizado em 07/07/2008 13:21

A audiência de conciliação entre o sindicato e a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), na sede do Tribunal Superior do Trabalho (TST), foi suspensa no fim da manhã desta segunda-feira (07/07) sem uma definição sobre a greve da categoria. Com isso, continua a paralisação iniciada na terça-feira da semana passada. O presidente do TST, ministro Rider Nogueira de Brito, propôs intermediar pessoalmente a negociação mediante a volta de todos os funcionários da empresa ao trabalho. Duas reuniões semanais, de acordo com a proposta, seriam realizadas até o fim de julho entre as partes. Porém, Correios e sindicalistas não chegaram a um acordo, e a audiência no TST será retomada no próximo dia 15. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fetect), a categoria reivindica o cumprimento integral de um acordo assinado em novembro de 2007. Os principais pontos do acordo não cumpridos seriam a incorporação de 30% de adicional de periculosidade nos salários, negociação do plano de carreira e participação nos lucros. Por sua vez, os Correios afirmam que o compromisso foi cumprido e mantêm o posicionamento de cortar o ponto dos grevistas. Retomada Como não houve acordo sobre o fim definitivo da greve, fica mantida a liminar do TST que determina que pelo menos 50% dos funcionários dos Correios retomem o trabalho, sob pena de multa diária de R$ 30 mil pelo descumprimento. "Assim sendo, embora deva ser reconhecida a utilização da greve como legítimo instrumento de pressão sobre o empregador, faz-se necessário resguardar o interesse público, com a manutenção, ainda que parcial, dos serviços realizados pela empresa", disse Brito em nota à imprensa, na sexta-feira (04/07). Até o fim da manhã desta segunda-feira, os Correios não tinham informações atualizadas da adesão dos funcionários a greve. O último levantamento, de sexta-feira, apontava que 36% dos carteiros de todo o Brasil estavam de braços cruzados.

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