Jornal Correio Braziliense

Economia

Rodada Doha: UE também quer oferta mais ambiciosa dos EUA

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Os países industrializados e emergentes não conseguiram chegar nesta terça-feira (22/07) a um denominador comum sobre o comércio internacional. O Brasil recusou a proposta de corte de subsídios feita pelos Estados Unidos, um dia depois de a oferta de redução tarifária da União Européia também não ter sido aceita. A União Européia saudou a iniciativa norte-americana, mas ponderou que ainda há espaço para uma oferta mais ambiciosa até o final da semana. "Trata-se de uma proposta razoável neste estágio das negociações", afirmou Peter Power, porta-voz europeu. "Não é o máximo que os Estados Unidos podem fazer, mas presumimos que isso depende do restante das negociações e do alcance de um equilíbrio em outros setores", acrescentou. Os Estados Unidos ofereceram reduzir seus subsídios agrícolas anuais para US$ 15 bilhões, em um esforço para destravar as negociações da Rodada Doha de comércio multilateral. O país já havia oferecido um corte a US$ 17 bilhões. Ontem a União Européia ofereceu ampliar a proposta de corte de tarifa agrícola de 54% para 60%. Os emergentes têm demonstrado uma profunda frustração com as ofertas apresentadas por Estados Unidos e União Européia para abertura de seus mercados. Mas hoje, a represente de comércio dos EUA, Susan Schwab, disse que a maior economia do mundo estava pronta para cortar seus subsídios "em troca de um resultado ambicioso em termos de acesso ao mercado" Schwab condicionou a oferta à melhora do acesso aos mercados emergentes para produtos industriais e à garantia de que os subsídios agrícolas americanos não voltariam a ser questionados na Organização Mundial do Comércio (OMC). "Essas reduções não são oferecidas de forma isolada e precisam ser acompanhadas por significativas aberturas de mercado tanto para bens agrícolas como industriais", afirmou à imprensa. Com informações da Dow Jones