postado em 22/07/2008 17:43
O subdiretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), John Lipsky, disse nesta terça-feira (22/07) que o euro está supervalorizado, enquanto o dólar está no momento mais próximo do ponto de equilíbrio desde o início desta década.
Em uma conferência do Brookings Institute, o subdiretor-geral do FMI assinalou que as previsões da economia da zona do euro a médio prazo não justificam o atual valor do euro.
"O euro está supervalorizado em relação a suas bases a médio prazo, enquanto as divisas de muitos países com superávit, incluindo a China, se mantêm desvalorizadas, apesar de uma ligeira valorização em termos reais", disse Lipsky.
O FMI considera que a moeda americana se encontra atualmente "mais próxima de seu ponto de equilíbrio a médio prazo do que esteve em uma década".
Apesar do pessimismo de alguns economistas, para o subdiretor-geral do FMI "não há dúvida de que o dólar manterá o papel central" que sempre teve nas reservas de divisas.
Segundo o FMI, a depreciação do dólar está ajudando a reduzir o déficit por conta corrente dos EUA, mas este efeito não foi suficiente para aliviar os desequilíbrios e riscos que experimentados pela economia.
Neste sentido, defendeu medidas monetárias mais severas para conter a inflação, sobretudo em mercados emergentes e que é necessário adotar taxas de câmbio "mais flexíveis".
Lipsky considera que as atuais turbulências na economia mundial requerem medidas "flexíveis" e adaptadas à atual situação, dado que "as circunstâncias mudaram".
Pela mesma razão diz que os governos e os organismos reguladores precisam impulsionar medidas "decisivas" e "inovadoras" para salvaguardar a estabilidade financeira em economias avançadas, o que poderia incluir comprometer o gasto público, apesar de com muita cautela e levando em conta as conseqüências.
Por último, Lipsky ressaltou que a superação da crise econômica é uma "responsabilidade compartilhada em nível global", que requer um esforço por parte de todos os países.