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Correio Braziliense

Desenvolvimento no Brasil ainda é concentrado

Oitenta e sete dos 100 municípios com os melhores indicadores de emprego, educação e saúde estão no interior de São Paulo, segundo ranking elaborado pela Firjan. Brasília perdeu posições entre 2000 e 2005


postado em 03/08/2008 09:34 / atualizado em 03/08/2008 10:55

É no interior de São Paulo que se concentram os melhores indicadores de emprego, educação e saúde do país. O predomínio do estado mais rico do Brasil é evidente num novo ranking de desenvolvimento, feito pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), com base em números dos 5,5 mil municípios. As cidades paulistas não só lideram, com as 20 primeiras posições do ranking, como são 87 entre as 100 melhores. São municípios que têm cerca de 300 mil habitantes. Indaiatuba, com 180 mil, está no topo da lista, mas há espaço para pequenos como Gavião Peixoto, onde vivem pouco mais de 4 mil pessoas. Metade dos 100 melhores tem menos de 100 mil habitantes. “Recursos são importantes, mas a gestão é fundamental. E, em geral, as cidades menores podem planejar melhor, até porque sofrem menos com a migração”, diz a especialista em educação básica e consultora do Ministério da Educação, Cleuza Repulho. Embora a força econômica de muitas cidades seja clara, o índice desenvolvido pela Firjan não permite que uma cidade se destaque apenas em um dos indicadores. “Não adianta estar bem num único quesito. Nenhuma variável pode, sozinha, responder pelo avanço ou recuo de um município no ranking”, explica o chefe da divisão de estudos econômicos da federação, Patrick Carvalho. Os dados são oficiais dos ministérios envolvidos (Trabalho, Educação e Saúde) e apesar da proposta de divulgação anual, a defasagem é de três anos. Com o lançamento do índice, os números apresentados são de 2005, mas há uma comparação com um ranking construído com as informações de 2000. Nesses dois retratos, vê-se que nove de cada 10 municípios melhoraram seus indicadores, ainda que de forma mais concentrada no Sul e no Sudeste. O ritmo também varia muito. Brasília andou mais devagar que a esmagadora maioria e perdeu posições

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