Publicidade

Correio Braziliense

Petróleo fecha em queda com demanda baixa

 


postado em 12/08/2008 16:27 / atualizado em 12/08/2008 16:41

O preço do petróleo fechou em baixa nesta terça-feira, puxado pela queda na demanda americana da commodity no primeiro semestre. O anúncio de retirada das tropas russas da Geórgia - onde passa um importante oleoduto - também colaborou para a queda. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de petróleo leve WTI para entrega em setembro fechou a US$ 113,01 - queda de 1,26% sobre ontem. Durante a sessão de hoje a commodity chegou a ser cotada a US$ 112,31, o menor desde maio deste ano. A Energy Information Administration (EIA, órgão de pesquisa energética do governo americano) informou hoje que a demanda diária de petróleo no primeiro semestre ficou 800 mil barris menor do que no mesmo período do ano passado --a maior queda em 26 anos. Uma redução na demanda americana afeta diretamente os preços porque os Estados Unidos são o maior consumidor mundial da commodity. Já a Agência Internacional de Energia (AIE) informou, através de seu relatório mensal, que praticamente manteve sua previsão para a demanda mundial da commodity em 2008 - reduziu em 80 mil barris diários. Porém, a previsão para 2009 foi elevada em 370 mil barris diários. Outro motivo para a queda do preço do petróleo foi a redução da tensão na Geórgia, com a decisão do governo da Rússia de encerrar seus ataques ao país para defender a região separatista da Ossétia do Sul. A região é importante para esse mercado porque por ela passa oleodutos e gasodutos que ligam a região produtora do mar Cáspio, uma das maiores do mundo, à Europa. Porém, a tensão prossegue na região, forçando a BP - empresa controladora do oleoduto e do gasoduto - a fechá-los temporariamente até que a região fique, de fato, mais calma. Porém, a empresa negou que o oleoduto foi atacado por tropas russas, o que foi informado pela manhã por autoridades da Geórgia. Essa informação, ao lado da divulgação das reservas semanais do petróleo nos Estados Unidos e o desempenho do dólar ante outras moedas fortes, deve balizar os preços amanhã.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade