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Correio Braziliense

Telefonia fixa deve sofrer estagnação

 


postado em 14/08/2008 16:00 / atualizado em 14/08/2008 16:08

Enquanto o setor de telefonia móvel vai "de vento em polpa", com crescimento de cerca de 30% até 2009, o de telefonia fixa "deverá continuar amargando" estagnação no mesmo período. É o que afirma um estudo produzido pela consultoria Tendências, que ainda prevê redução de clientes nas grandes empresas do serviço fixo. De acordo com o relatório, o mercado de telefonia fixa deverá permanecer estagnado nos próximos anos, principalmente em decorrência da acentuada contestação de mercado exercida pelos celulares e também por outras tecnologias, como o VoIP. Para 2008 e 2009, a estimativa da Tendências é de leve aumento de 1,5% para ambos os anos. Se o setor terá apenas "um leve crescimento" até 2009, o cenário para as três principais concessionárias fixas locais --Telefônica, Oi e BrT-- é ainda mais negativo. Segundo o estudo, as três empresas já acumularam juntas uma queda de 8% no número de terminais em serviço nos últimos três anos. "Nossa expectativa para os próximos anos é de continuidade desta trajetória, com quedas de 2,4% para este ano e de 3,0% para o próximo", diz o relatório da Tendências, assinado por Adriano Pitoli e Camila Saito, e obtido com exclusividade pela Folha Online. Mercado Contra as grandes teles, além do baixo crescimento do setor, estão as novas empresas entrantes no serviço, como a Embratel, a NET e a GVT, segundo o estudo. "É verdade que as concessionárias do serviço local (incluindo neste caso, a CTBC e Sercomtel) ainda detêm quase 90% do total de 39,4 milhões de terminais fixos em serviço no País, o que se explica pelo simples fato de que essas operadoras estão há muito mais tempo no mercado que as entrantes". O levantamento mostra que até 2004 as gigantes do setor conquistavam mais clientes que as novas concorrentes, mas esse quadro foi revertido a partir de 2005. A base de clientes das concessionárias encolheu em 436 mil usuários em 2005, 1,8 milhão em 2006 e em 693 mil em 2007. Na direção contrária, a base de usuários das empresas entrantes apresentou elevações para estes anos, nesta mesma ordem, de 630 mil, 850 mil e 1,2 milhão de novos usuários. "Uma evidência adicional do aumento da contestação do serviço fixo é a recente iniciativa de parte das operadoras de celular de também oferecerem serviços de telefone fixo baseados em suas redes móveis. Através desta nova modalidade, o usuário pode dispor dos serviços fixo e móvel por meio de um só aparelho, sendo que, para cada serviço, o telefone possui um número diferente".

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