Economia

Bovespa fecha em baixa de 2,46%, aos 54.477 pontos

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postado em 25/08/2008 17:51
Os investidores optaram por ficar de fora da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta sexta-feira (25/08), em um pregão contaminado pelo mau humor externo (bolsas européias e americanas em queda). O Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa, retraiu 2,46% e alcançou os 54.477 pontos. O giro financeiro foi de R$ 2,58 bilhões, volume bastante inferior à média do mês (R$ 5,14 bilhões/dia, até o pregão do dia 22). "Com esse volume, foi um dia perdido. Quando nós pensamos que a situação nos EUA melhorou um pouco, aconteceu alguma coisa (que frustra as expectativas). Agora, nós preferimos ver o pregão de hoje pelo lado bom: o volume baixo que o investidor já está um pouco relutante em vender. Teria sido muito pior se a queda de hoje tivesse ocorrido com um volume maior", comenta Decio Pecequilo, operador-sênior da TOV Corretora. O dólar comercial foi cotado a R$ 1,633 na venda, com avanço de 0,30%. A taxa de risco-país marca 246 pontos, com acréscimo de 3,36%. Na Europa, as principais Bolsas de Valores concluíram os negócios com perdas, a exemplo de Paris (declínio de 1,01%) e Frankfurt (recuo de 0,71%). Em Nova York, o mundialmente influente índice Dow Jones caiu X%. O mercado continua bastante preocupado com a situação das instituições financeiras dos EUA, setor que acumula más notícias há meses. Entre outras notícias, o Columbia Bank foi a mais nova "vítima" da crise dos "subprime", sendo fechado por autoridades federais americanas. Também pesou no mercado dúvidas sobre a capitalização do Lehman Brothers por uma instituição financeira coreana. Em paralelo, operadores apontam a espera pela ata do Fomc, o equivalente americano do Copom, que divulga amanhã a íntegra da ata relativa a sua última reunião. "O mercado já está em compasso de espera", nota João Carlos Bercher, da corretora Petra. Investidores devem vasculhar o relatório em busca de pistas sobre os rumos da política monetária dos EUA. Entre as principais notícias do dia, a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis (NAR, na sigla em inglês) informou que a venda de casas usadas nos EUA teve crescimento de 3,1% em julho. O número veio acima das expectativas do mercado financeiro: analistas projetavam incremento de 1,6%. No entanto, o preço médio dos imóveis ficou em US$ 212 mil, uma redução de 7,1% em relação ao preço visto há um ano. Front doméstico Já no front doméstico, o Banco Central informou que o volume de operações de crédito atingiu a marca recorde de 37% do PIB, ainda que os juros bancários tenham subido para seu maior nível desde janeiro de 2007. O BC também revelou que a maioria dos economistas do setor financeiro revisou para baixo, pela quarta semana consecutiva, suas apostas para a inflação deste ano. O IPCA projetado para 2008 caiu de 6,44% para 6,34%. Foi mantida ainda a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2009 (5%). A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) teve alta de 0,24%, taxa 0,10 ponto percentual (p.p.) abaixo do registrado no período imediatamente anterior, 0,34%. O período se refere à quadrissemana até o dia 22.

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