Jornal Correio Braziliense

Economia

Trégua na alta dos preços do DF

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A inflação deu uma trégua para os brasilienses. A desaceleração dos preços dos alimentos ajudou a reduzir a pressão no custo de vida no Distrito Federal. Depois de registrar uma inflação de 0,59% em julho, a variação de preços recuou e fechou agosto em 0,22%. No ano o índice está acumulado em 4,70% e em 12 meses em 6,04%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os alimentos ficaram 0,66% mais baratos no mês passado. Mas não foram só eles que ajudaram a frear a inflação. Exerceram menos pressão os produtos e serviços de outros grupos e despesas, como habitação, vestuário, transportes e educação, leitura e recreação, segundo levantamento feito pelo Correio, em parceria com a FGV, do comportamento de preços em agosto. Por outro lado, ficaram mais caros os gastos com saúde, cuidados pessoais e despesas diversas. A queda registrada pelo grupo alimentação foi influenciada pelo comportamento de itens de peso no orçamento familiar, como ressalta o coordenador do IPC-S, André Braz. O arroz e o feijão, por exemplo, ficaram 7,73% mais baratos em apenas um mês. A redução diluiu a alta dos produtos, que desde o segundo semestre do ano passado vinham em trajetória ascendente, mas ainda continuam bem mais caros que em 2007. A dupla arroz e feijão estava em agosto 72,63% mais cara que no mesmo período do ano passado. Só neste ano o reajuste foi de 22,93%. Depois de remarcações elevadas nos preços, as carnes bovinas também estão pesando menos no bolso dos brasilienses. A carne moída acumula alta de 17,15% no ano, mas no mês passado ficou 4,32% mais barata. O músculo, que ficou 16,48% mais oneroso apenas em 2008, teve uma deflação de 4,26% em agosto. A picanha teve deflação no ano de 5,78% e a alcatra subiu apenas 3,69% em 2008. Em educação, leitura e recreação, o recuo se deve a uma diminuição dos valores cobrados para serviços de lazer. ;Com o término das férias escolares os preços de baixa temporada passaram a contribuir para uma inflação menor;, afirma Braz. A tarifa de passagem aérea, que havia subido 4,14% em julho, aumentou apenas 1,09% em agosto. Já os ingressos dos shows musicais ficaram, em média, 1,75% mais baratos no mês passado.