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Correio Braziliense

Petróleo fecha em baixa, mesmo com queda de estoques

 


postado em 10/09/2008 17:00 / atualizado em 10/09/2008 17:13

O preço do petróleo fechou em baixa nesta quarta-feira (10/09), apesar da queda dos estoques nos EUA (o que normalmente impulsiona as cotações) e do corte de 520 mil barris diários na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A expectativa de queda na demanda prevaleceu entre os investidores. O barril do petróleo cru para entrega em outubro, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), encerrou o dia cotado a US$ 102,58, em baixa de 0,66%. O preço máximo do barril atingido hoje foi US$ 104,97 e o mínimo, US$ 101,36. O Departamento de Energia dos EUA divulgou hoje seu relatório semanal de estoques, no qual apontou uma redução das reservas de petróleo, em 5,9 milhões de barris na semana passada, e as de gasolina, em 6,5 milhões. A Opep, por sua vez, decidiu eliminar o "enorme excesso de produção para evitar uma redução brutal dos preços", explicou o secretário-geral do cartel, Abdallah el Badri. "O mercado estava caindo de maneira muito dramática. Espero que agora se acomode." Mesmo assim, prevaleceu a informação da IEA (Agência Internacional de Energia, na sigla em inglês), que reduziu previsões de demanda mundial para 2008 e 2009, respectivamente, para 86,8 milhões de barris diários e 87,6 milhões de barris diários. A entidade também qualificou a decisão da Opep em cortar a produção real de "contraproducente". Segundo analistas, a decisão da Opep não deve causar uma disparada de preços, já que as previsões para a economia mundial são de desaquecimento, o que alivia as pressões da demanda. "Não acho que o mercado vai levar isso (o corte da Opep) a sério", disse à agência de notícias Associated Press o analista Stephen Schork. Já o analista Darin Newsom, da consultoria DTN, disse que o preço deve cair abaixo dos US$ 100.

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