Economia

Servidores da Saúde e INSS invadiram prédio do Planejamento nesta terça

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postado em 14/10/2008 21:11
Servidores do Ministério da Saúde, do Instituto Nacional do Seguro Social e da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) fazem manifestação desde o início da tarde desta terça-feira (14/10) no Ministério do Planejamento. Por duas vezes, eles chegaram a invadir o hall do local exigindo uma audiência com o titular da pasta, Paulo Bernardo, ou com um representante dele, para discutir reivindicações referentes a pontos negociados com o governo sobre reajuste salarial e reestruturação de carreira que teriam sido descumpridos. Às 17h30 um assessor garantiu que às 21h um grupo poderia reunir-se com o secretário de Recursos Humanos da pasta, Duvanier Paiva. Diante da promessa, os servidores abandonaram o hall e permaneceram do lado de fora do prédio até agora há pouco, quando uma comissão subiu para falar com Paiva, dentro do horário previsto. O protesto de hoje é organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e Previdência (Sindisprev). De acordo com Júlio Tavares, diretor do Sindisprev do Rio de Janeiro, funcionários de várias partes do país participam da manifestação - RJ, Ceará, Rio Grande do Sul, Distrito Federal. Eles alegam ter entregue uma pauta reivindicações ao Planejamento em agosto deste ano, sem que qualquer passo tivesse sido pelo órgão para negociação. Os trabalhadores dizem querer o fim das avaliações de desempenho exigidas pelo governo; plano de carreira; jornada de trabalho de 30 horas semanais; incorporação de gratificações, entre outras coisas. Todas elas são sugestões de emendas à medida provisória (MP) 441, apresentadas em 4 de setembro pela Federação Nacional dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e Previdência (Fenasps) à Comissão Especial da Câmara dos Deputados, e não teriam sido analisadasdevido ao esvaziamento do Congresso Nacional, em função das eleições municipais. O recesso por conta do período eleitoral acabou em 7 de outubro. Esvaziamento Nesta segunda-feira (13/10), servidores da Funasa estiveram envolvidos em outra manifestação no DF, no Ministério da Saúde. Os funcionários protestaram contra o Projeto de Lei 3.958/08, encaminhado pelo ministro titular da pasta, José Gomes Temporão, ao Congresso. A proposta prevê a criação de seis novas secretarias no âmbito da Saúde, dentre elas uma destinada a cuidar da questão indígena. Os servidores temem um esvaziamento das funções da Fundação Nacional da Saúde, responsável pela saúde dos índios e por questões de saneamento municipal. "Sabemos que existe a intenção por parte do governo de extingüir a Funasa, em razão de questões de corrupção ocorridas na Fundação. A preocupação dos servidores é ficar sem órgão, em disponibilidade caso isso aconteça", afirmou Carlos Henrique Bessa, um dos diretores do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do DF (Sindisep-DF) e concursado da Funasa. De acordo com ele, existem 45 mil servidores efetivos ligados à Fundação.

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