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Correio Braziliense

CNC descarta demissões no comércio

 


postado em 21/10/2008 21:05 / atualizado em 21/10/2008 21:06

O vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Adelmir Santana, e o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Paulo Okamotto, afirmaram que o setor representados por eles está otimista, apesar de a crise financeira internacional já apresentar aumento no custo do crédito para os empresários. As declarações foram feitas hoje (21/10) durante o lançamento do estudo A Competitividade nos Setores de Comércio, de Serviços e do Turismo no Brasil: Perspectivas até 2015, em Brasília. “Trata-se de uma crise de crédito, e as pequenas e médias empresas pouco usam desse tipo de recurso. O mesmo não acontece com as grandes, que, a exemplo de boa parte da economia brasileira, têm por base o acesso ao crédito. O governo já apresentou alguns mecanismos de defesa adeqüados, disponibilizando os depósitos compulsórios dos bancos. Além disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) afirmou ter um bom volume de recursos para ser injetado na economia por meio das empresas”, argumentou Santana. “A CNC está otimista, apesar da preocupação com o primeiro trimestre de 2009 e de não termos, ainda, a dimensão exata do alcance da crise. Certamente não teremos um Natal tão bom quanto o do ano passado, mas isso não significa que será ruim. Nosso setor deve ser um dos últimos a sentir o efeito da crise. Portanto, não será o primeiro a demitir”, completou. “Também estamos otimistas porque sabemos das condições que temos para superar a crise. Nenhum dos 362 projetos que planejamos será prejudicado”, disse o presidente do Sebrae, referindo-se aos investimentos de R$265 milhões planejados pela entidade. Tanto o representante da CNC como o do Sebrae disseram que o estudo lançado hoje pode ser de grande valia para situações de crise como a atual. “O fato de esse estudo, iniciado em 2006, não ter levado em consideração a crise financeira internacional pouco influi na sua efetividade. Muito pelo contrário. A crise acabou dando mais força a esses estudos porque ajudará a melhor nos prepararmos”, disse Okamotto. “O estudo servirá de base para o planejamento estrutural da CNC e para a preparação de 15 projetos de lei a serem apresentados no Senado”, garantiu o vice-presidente da Confederação, que também é senador pelo DEM-DF. Realizada pela Tendências Consultoria Integrada, a pesquisa que originou o estudo lançado hoje tem por objetivo apresentar uma agenda de propostas, ações e metas para o desenvolvimento sustentável do país, na visão dos setores representados pelas duas entidades organizadoras. Para tanto, foram realizadas entrevistas com líderes empresariais, especialistas, formuladores de políticas públicas e agentes das áreas pública e privada. “O trabalho apresenta tendências, diagnósticos, cenários, agenda de propostas e ações, e monitoramento de indicadores. Dentro da agenda, que eu apontaria como a mais interessante do estudo, fazemos referência aos nove eixos considerados estratégicos: reformas estruturantes, infra-estrutura, regulação e instituições, aspectos sócio-econômicos (educação), conhecimento e inovação, acesso e informações sobre mercado, financiamento e meios de pagamento, gestão e governança corporativa, e meio-ambiente e sustentabilidade” explica Frederico Estrella, economista da empresa consultora.

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