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Correio Braziliense

FMI defende expansão fiscal para amenizar efeitos da crise

 


postado em 09/11/2008 21:56 / atualizado em 09/11/2008 21:58

São Paulo - Repetindo proposta do Banco Mundial e de diversas economias avançadas, o Fundo Monetário Internacional (FMI) defendeu neste domingo (09/11), em proposta apresentada ao G20 financeiro, a expansão fiscal como saída para amenizar os efeitos da crise financeira internacional. Segundo o diretor-gerente Dominique Strauss-Kahn, os presidentes de bancos centrais demonstraram certa apreensão com a proposta, com receio de que o aumento dos gatos públicos resulte em disparada da inflação. “Presidentes de bancos centrais geralmente são mais preocupados do que ministros quando se trata de políticas fiscais”, relatou. “A discussão é como encontrar o mix adequado de políticas fiscais e monetárias”, completou. Assim como o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, o diretor do FMI reconheceu que as condições não são as mesmas em todos os países e que a inflação ainda é uma preocupação em toda a América Latina. Ele, no entanto, preferiu não opinar sobre o cenário brasileiro. “Não culparei o governo brasileiro e o Banco Central por estarem preocupados com a inflação. Não quero interferir nas políticas brasileiras. Cada país deve medir as possibilidades que têm de sustentar seu crescimento”, ressaltou. Na sua avaliação a preocupação global, hoje, é mais com crescimento do que com a inflação. Strauss-Kahn elogiou a iniciativa do governo chinês, anunciada ontem (8), de investir quatro trilhões de yuans (cerca de R$ 1 trilhão) para impulsionar a demanda doméstica e destacou a necessidade de ações coordenadas, embora tenha reconhecido que isso não significa a adoção de uma fórmula única em todos os países. “Ação coordenada é uma coisa, agir exatamente da mesma forma na mesma hora, é outra”, ressaltou.

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