Economia

Animadas com plano de investimentos de Obama, bolsas da Europa sobem

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postado em 08/12/2008 16:19
As bolsas européias fecharam em alta nesta segunda-feira (8/12). Os investidores se animaram com as declarações deste fim de semana do presidente eleito dos EUA, Barack Obama, de investir em obras de infra-estrutura. Além disso, os investidores aproveitaram para voltar ao mercado após as perdas registradas na sexta-feira (5/12). A Bolsa de Londres fechou em alta de 6,19% no índice FTSE 100, indo para 4.300,06 pontos; a Bolsa de Paris disparou, subindo 8,68% no índice CAC 40, indo para 3.247,48 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve alta de 7,63% no índice DAX, com 4.715,88 pontos; a Bolsa de Amsterdã teve alta de 8,14% no índice AEX General, que ficou com 248,12 pontos; a Bolsa de Milão fechou em alta de 6,42% no índice MIBTel, que ficou com 15.029 pontos; e a Bolsa de Zurique fechou em alta de 5,21%, com 5.818,82 pontos no índice Swiss Market. Entre as ações que mais subiram hoje estiveram as do conglomerado alemão Siemens e da Hochtief, ambas com ganhos de mais de 10%. As duas empresas, entre as principais no setor de engenharia e construção, viram boas perspectivas com os planos do governo americano de investir em obras de infra-estrutura. Entre as mineradoras também houve ganhos, com destaque para as ações da BHP Billiton ( 16%) e, no setor de energia, o destaque foi o ganho de mais de 8% da Royal Dutch Shell. No setor automobilístico, a expectativa por um acordo no Congresso para liberar a ajuda pedida pelas três principais empresas da indústria nos EUA - GM, Ford e Chrysle - favoreceu os negócios. As ações da Daimler estiveram entre as que mais subiram hoje também. Plano de investimentos Obama disse neste sábado que o governo irá investir em infra-estrutura em uma escala não vista no país em cerca de 60 anos. "Nós vamos criar milhões de empregos fazendo o maior novo investimento em nossa infra-estrutura nacional desde a criação do sistema nacional de rodovias, nos anos 50", disse. Sobre a indústria automobilística, ele afirmou ontem que o setor nos EUA não pode quebrar, mas também não pode receber ajuda sem a contrapartida de uma reestruturação. "Eu não acho que é uma opção simplesmente deixar que entre em colapso", disse Obama, em uma entrevista à rede americana de TV NBC. "O que nós temos que fazer é dar ao setor assistência, mas essa assistência é condicionada a significativos ajustes. Eles terão que reestruturar (o setor)." Montadoras A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, disse hoje que é "muito provável" que seja obtido um acordo com o Congresso sobre um plano de ajuda às montadoras americanas. Ela destacou que os democratas, que controlam o Congresso, esperam votá-lo nesta terça-feira (9/12). Na semana passada os executivos das empresas apresentaram ao Congresso planos de reestruturação para suas companhias, duas semanas depois do primeiro apelo por verbas federais, que terminou em fracasso e humilhação perante os líderes do Congresso, que os mandaram embora com a missão de repensar seus planos de recuperação. O governo americano defende que o dinheiro para um eventual pacote destinado à indústria automobilística nacional não deve sair dos US$ 25 bilhões já aprovados pelo Congresso. Esse dinheiro, que a princípio foi liberado para ajudar os fabricantes a se adaptarem às novas exigências do mercado, depende da viabilidade das empresas, e permanece, por enquanto, inacessível.

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