Economia

Vendas de carros novos cresceram 30% após redução de imposto, diz ministro

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postado em 15/12/2008 18:06
O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, afirmou nesta segunda-feira que a venda de carros novos cresceu 30% neste domingo, devido a redução do IPI anunciada pelo governo na quinta-feira (11). "A informação que nós temos das montadoras é que ontem o movimento aumentou em média 30% para todas as marcas", afirmou Miguel Jorge. No último fim de semana, diversas montadoras realizaram feirões em fábricas e concessionárias para estimular a venda de veículos após o setor ter registrado declínio nas vendas em novembro, na comparação com o mês anterior. O governo reduziu o Imposto de Produtos Industrializados (IPI) até 31 de março de 2009 para a indústria automotiva. Os carros populares até mil cilindradas (tanto álcool quanto gasolina) terão taxa zero (atualmente é de 7%), os de mil a 2 mil cilindradas, à gasolina, terão redução de 13% para 6,5%, e os flex ou álcool, de 11% para 5,5%. Carros acima de 2 mil cilindradas não têm alteração de alíquota. "É claro que esse movimento tem que se manter para que se reduzam os estoques nos revendedores, depois nas montadoras para depois atingir a normalização da produção diária", explicou o ministro. Para beneficiar o setor de usados, Miguel Jorge afirmou que o Banco Central irá fazer um aporte de recursos financeiros em bancos médios e pequenos, que será repassados aos consumidores em financiamentos. "São esses [bancos] os grandes responsáveis pelo movimento de financiamento do carro usado". "A notícia de 30% de aumento nas vendas de carros novos certamente refletirá em um aumento nos carros usados. Porque boa parte desse movimento se dá pela venda do carro usado para a compra do carro novo". Emprego O anúncio da redução de imposto foi feito pelo governo poucas horas depois de um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e empresários de vários setores, incluindo executivos de montadoras de automóveis. Segundo Miguel Jorge, apesar da redução da alíquota, não existe nenhum compromisso formal que a indústria automotiva não fará demissões. "O governo não pediu contrapartida ou compromisso assinado. Isso seria muito ruim --um sinal de demissões no setor no momento em que se faz uma redução no IPI", disse. Mesmo assim, o ministro defendeu o corte no imposto, pois, caso contrário, poderia acontecer demissões no setor.

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