Economia

Bolsas européias sobem em dia de reunião do Fed

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postado em 16/12/2008 08:30
As Bolsas européias operam em alta nesta terça-feira (16/12). Os investidores esperam que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) decida hoje cortar mais uma vez sua taxa de juros, que está em 1% ao ano. Com o corte, a expectativa é de que o custo dos empréstimos diminua nos bancos e o mercado de crédito ganhe força, ajudando a economia americana a sair da recessão em que se encontra desde dezembro de 2007. Na Ásia, a Bolsa de Tóquio fechou em baixa, mas a de Xangai (China) subiu. Às 7h50 (em Brasília), a Bolsa de Londres estava em alta de 0,85% no índice FTSE 100, indo para 4.314,03 pontos; a Bolsa de Paris subia 1,33% no índice CAC 40, indo para 3.227,96 pontos; a Bolsa de Frankfurt tinha alta de 1,40% no índice DAX, operando com 4.720,11 pontos; a Bolsa de Amsterdã tinha alta de 0,53% no índice AEX General, que estava com 248,43 pontos; a Bolsa de Zurique, a exceção do dia, estava em baixa de 0,22%, com 5.538,47 pontos no índice Swiss Market; e a Bolsa de Milão tinha alta de 0,58% no índice MIBTel, que ia para 14.998 pontos. O Fed vem reduzindo sua taxa de juros como parte dos esforços do governo americano para injetar ânimo na economia. Uma recuperação econômica dos EUA é o que esperam os investidores europeus, uma vez que a União Européia (UE) tem nos EUA um dos principais destinos de suas exportações. Os juros nos EUA no ano passado chegaram a estar em 5,25%, até que, em setembro, teve início a redução da taxa, que chegou a um nível visto pela última vez em maio de 2004. Na Europa, a expectativa de quedas de juros cresceu diante da situação frágil da economia. O PMI, índice que mede a atividade de gerentes de compras, referente ao setor manufatureiro em dezembro na zona do euro caiu para 34,5 pontos, contra 35,6 pontos um mês antes. Já o indicador para o setor de serviços caiu para 42 pontos, contra 42,5 pontos em novembro. No setor químico, as ações tinham ganhos depois que o banco Credit Suisse elevou a classificação da DSM; os papéis da empresa subiam 1,3%. No setor automobilístico, as ações subiam, ainda com a expectativa de que o governo americano irá ajudar as montadoras dos EUA - a General Motors (GM) em particular, mas também a Chrysler e a Ford Motor -, que passam por uma crise. Os papéis da BMW e da Renault chegaram a subir 1,4% cada; as da Daimler subiam 0,8%.

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