Economia

Deixar montadoras quebrarem "não é ação responsável", diz Bush

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postado em 19/12/2008 12:31
O presidente americano, George W. Bush, disse nesta sexta-feira que permitir a quebra das empresas automobilísticas "não é o curso responsável de ação" e que, dadas as condições em que o setor e a economia do país se encontram, um empréstimo de US$ 13,4 bilhões será liberado inicialmente, e outros US$ 4 bilhões Segundo ele, dar as empresas uma chance para que se reestruturem é a opção responsável para o país. O acordo exige como contrapartida das empresas a apresentação de dados que mostrem que estão em condição financeiramente viável até o fim de março de 2009. Bush afirmou que se até março as empresas não mostrarem resultados positivos da reestruturação, o dinheiro recebido terá de ser devolvido. O presidente americano afirmou que é contra intervir para ajudar empresas na situação em que as montadoras se encontram e que a eventual quebra seria o "preço que elas têm a pagar", mas que essa não é a atitude responsável. O governo americano vai usar recursos do chamado Tarp (Programa para Alívio de Ativos Problemáticos, na sigla em inglês), o pacote de US$ 700 bilhões aprovado em outubro e destinado inicialmente a resgatar empresas do setor bancário com problemas ligados a papéis "podres" (com alto risco de calote) para ajudar as montadoras, segundo o anúncio de hoje. De início a General Motors (GM) e a Chrysler terão acesso a US$ 13,4 bilhões, com outros US$ 4 bilhões que podem ser oferecidos em março. O acordo exige como contrapartida das empresas a apresentação de dados que mostrem que estão em condição financeiramente viável até o fim de março de 2009. Ontem, o diário americano "The Wall Street Journal" ("WSJ") informou que a GM e a Chrysler reabriram negociações para uma eventual fusão: o fundo norte-americano Cerberus Capital Management, detentor do controle da Chrysler sinalizou que pode vender sua parte na empresa.

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