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Segmento atacadista cresce 5,7% em Brasília

 


postado em 26/12/2008 08:19 / atualizado em 26/12/2008 08:27

O setor atacadista do Distrito Federal fecha 2008 com crescimento de 5,7% em relação ao ano passado. O destaque foi a ampliação das vendas de material de construção, impulsionada pela expansão imobiliária da região, principalmente por obras em Águas Claras. “O grande número de construções em Águas Claras, por exemplo, e a expansão de novas regiões em que o atacado local não atuava, como Norte e Nordeste, contribuíram para este crescimento”, explicou o presidente do Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal (Sindiatacadista-DF), Fábio Carvalho. As cerca de 1200 empresas do setor no DF estão agrupadas em 24 segmentos que fazem a distribuição de medicamentos, gêneros alimentícios, higiene e limpeza, material de construção, autopeças, embutidos (carnes frescas e congeladas), entre outros. Além do bom desempenho nas vendas dos itens de construção, os negócios foram positivamente influenciados pelo maior poder de compra das famílias, que até setembro, antes do estouro da crise econômica mundial, foi uma das alavancas do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país, juntamente com os investimentos e os gastos do governo. Expansão A boa performance do setor repercutiu no recolhimento de tributos. De acordo com o Sindiatacadista-DF, as empresas de distribuição recolheram uma média mensal de R$ 59 milhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). De janeiro a setembro, o recolhimento somou R$ 538 milhões, de acordo com dados do Sindiatacadista. Fábio Carvalho lembra que somente a arrecadação do ICMS do setor atacadista representa 18% da receita total do GDF com esse imposto. Para 2009, as perspectivas para o segmento são boas, com indicação de expansão dos negócios. O temor de que a desaceleração da economia mundial e brasileira afete o desempenho das empresas está presente nas avaliações dos empresários do setor. Por outro lado, eles apontam como ponto positivo a estabilidade tributária, após um período de incerteza em relação à carga de tributos recolhida pelas empresas. “Temos receio de que a crise econômica afete a categoria. Mas com a estabilidade tributária que conseguimos, é bem provável que o setor cresça no próximo ano”, comenta Fábio Carvalho. Ele ressalta que a maior reivindicação das empresas é a efetivação do plano de incentivos fiscais para o setor e a implantação do pólo atacadista. Segundo o presidente do Sindiatacadista, o projeto, que vem sendo estudado pelo GDF desde 2002, deve contar com 300 terrenos com tamanhos entre mil e 20 mil metros quadrados. “A idéia é que a cidade (pólo atacadista) seja instalada na entrada do Distrito Federal, entre o Gama (BR-060) e o Recanto das Emas”, informou.

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