postado em 09/01/2009 12:13
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) virou tendência após iniciar os negócios em terreno negativo. A economia americana entregou números melhores do que o esperado por analistas do setor financeiro. E o câmbio cede para R$ 2,26.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, avança 0,82% e alcança os 42.334 pontos. O giro financeiro é de R$ 706 milhões.
O dólar comercial é cotado a R$ 2,268 para venda, o que representa um declínio de 1,04%. A taxa de risco-país marca 417 pontos, número 3,91% abaixo da pontuação anterior.
Em um das principais notícias do dia, o Departamento de Trabalho dos EUA revelou que houve uma destruição de 524 mil postos de trabalho em dezembro, com uma taxa de desemprego em 7,2%, a mais alta de 15 anos. Parte do impacto desse levantamento já havia sido antecipado pelo relatório da consultoria ADP, que revelou uma perda de 693 mil postos de trabalho somente no setor privado. O mercado recebeu positivamente o número, já que as projeções de alguns economistas apontavam perdas entre 500 mil e 550 mil postos de trabalho para o mês de dezembro.
No front doméstico, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou que a inflação medida pelo IPCA foi de 5,90% em 2008, a mais alta desde 2004. O resultado ficou dentro do limite da meta estipulada pelo BC (Banco Central), de 4,50%, com tolerância de dois pontos percentuais. O Banco do Brasil confirmou o que se especulava no mercado há dias: a compra de participação no banco Votorantim por R$ 4,2 bilhões. Pelo acordo fechado, o banco federal comprou 44,99% do capital votante e 50% do capital social - ou seja, a família manterá o controle acionário, mas a gestão será compartilhada com o Banco do Brasil. A ação ordinária do BB dispara 5,19%.