Jornal Correio Braziliense

Economia

Febraban prevê PIB e inflação menor e queda nos juros em 2009

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O setor bancário reduziu suas projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e para a inflação em 2009, segundo a pesquisa Febraban de Projeção e Expectativas de Mercado do mês de janeiro. Já para a taxa de juros, a previsão é de cortes mais profundos. Segundo a pesquisa, o a economia brasileira deve crescer 1,87% em 2009, ante previsão de 2,56% estimada em dezembro. A previsão da Formação Bruta de Capital Fixo, que mede o quanto é investido na economia, caiu de 4,68% do PIB para 2,98%. Para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), inflação oficial, os economistas esperam alta para 4,57%, ante estimativa de 4,95% ao ano. "Tivemos um [quarto] trimestre muito ruim e janeiro também, mas esperamos que melhore", disse o economista chefe da Febraban, Rubens Sardenberg. "Se continuar ruim, pode haver uma piora na previsão, mas sem recessão. E deve haver recuperação no segundo semestre." Devido à situação econômica mundial e do país, os bancos ampliaram as previsões de cortes na taxa básica de juros, a Selic. Em dezembro do ano passado esperavam que a Selic fecharia 2009 em 12%, mas a previsão foi derrubada para 10,75% ao ano. Para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), em 11 de março, os bancos ficaram divididos entre um corte de 0,75 ponto percentual e 1 ponto percentual - a taxa está hoje em 12,75% ao ano. "Devem ocorrer dois cortes de 0,75 pp nas próximas reuniões e mais dois cortes de 0,25 pp. Mas é possível cortes mais agressivos, como reduzir novamente em 1 pp na próxima reunião", diz Sardenberg. Para a balança comercial, a previsão foi de redução no superávit, "embora ainda pontual". A expectativa é terminar o ano com saldo de US$ 13,12 bilhões, ante US$ 14,3 previstos anteriormente. Já o dólar fecharia o ano em R$ 2,27, ante R$ 2,25.