Economia

Bolsas europeias fecham em alta, mesmo com emprego nos EUA em declínio

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postado em 06/02/2009 16:09
As bolsas europeias fecharam em alta nesta sexta-feira (6/02). Os papéis do setor bancário lideraram os ganhos, e o otimismo em wall Street apesar dos dados negativos do mercado de trabalho nos EUA em janeiro inspiraram os investidores europeus hoje. A Bolsa de Londres fechou em alta de 1,49% no índice FTSE 100, indo para 4.291,87 pontos; a Bolsa de Paris subiu 1,84% no índice CAC 40, para 3.122,79 pontos; a Bolsa de Frankfurt ganhou 2,97% no índice DAX, fechando com 4.644,63 pontos; a Bolsa de Amsterdã subiu 3,50% no índice AEX General, que ficou com 261,35 pontos; a Bolsa de Zurique avançou 0,32%, para 5.123,09 pontos no índice Swiss Market; e a Bolsa de Milão teve alta de 2,11% no índice MIBTel, que ia para 14.673 pontos. No setor bancário, os destaques foram os ganhos nas ações do BNP Paribas, Credit Suisse e UBS. Também subiram as ações do conglomerado europeu de moda, lojas e produtos de luxo LVMH Moet Hennessy Louis Vuitton ( 4%), depois que a empresa informou que suas vendas no quarto trimestre chegaram a Ç5,2 bilhões de euros. Na avaliação do grupo, o mês de janeiro "não foi ruim", mas não foi divulgada previsão de resultados para este ano. Ainda no setor de artigos de luxo, as ações da Hermés também subiram, depois que a empresa divulgou que suas vendas em 2008 cresceram 8,6%, para Ç1,76 bilhões de euros. As ações da fabricante de veículos alemã BMW subiram depois que a empresa anunciou uma previsão de "resultados claramente positivos" para 2008. Já a sueca Volvo divulgou uma perda operacional no quarto trimestre. Em Nova York, os índices sobem apesar do mercado de trabalho em declínio. Às 13h07 (em Brasília), a Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês) estava em alta de 1,65%, indo para 8.196,32 pontos no índice Dow Jones Industrial Average, enquanto o S 500 subia 1,54%, para 858,84 pontos. A Bolsa Nasdaq operava em alta de 1,63%, indo para 1.571,45 pontos. Emprego em declínio O Departamento do Trabalho informou hoje que a economia dos EUA perdeu 598 mil postos de trabalho em janeiro, enquanto a taxa de desemprego ficou em 7,6%. Trata-se da maior perda de vagas no país desde dezembro de 1974. Os dados refletem a contração da economia americana, de 3,8% no quarto trimestre, aprofundando a recessão em o país que se encontra desde dezembro de 2007. A chefe do Conselho de Consultores Econômicos da Casa Branca, Christina Romer, em um comunicado que os números sobre o mercado de trabalho divulgados hoje mostram "o sofrimento bastante real dos trabalhadores americanos" e "reforçam a necessidade de uma ação ousada". Pacote Nos EUA, os investidores apostam na aprovação do pacote de estímulo à economia, à espera de votação no Senado. O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que os recursos do pacote serão usados para obras de infraestrutura e geração de cerca de três milhões de empregos, entre outras coisas. No último dia 28, a Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) aprovou o pacote, no valor de US$ 819 bilhões. Com mudanças feitas no Senado, o pacote já passa de US$ 900 bilhões.

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