O economista-chefe do Banco Mundial, Justin Yifu Lin, propôs, nesta segunda-feira (9/02), a colocação em prática de um "plano Marshall" mundial para enfrentar a crise, permitindo aos países que não têm os meios relançar sua economia.
"Precisamos mais imaginação, pelo que gostaria de propor um plano mundial no espírito do Marshall", afirmou Lin, em referência à iniciativa americana que permitiu retomar as economias europeias arruinadas pela Segunda Guerra Mundial.
US$ 2 trilhões
"Proponho que países com receitas elevadas, liderados por Estados Unidos e as nações mais ricas em reservas como China, além das exportadoras de petróleo, reúnam US$ 2 trilhões nos próximos cinco anos, ou cerca de 1% do Produto Interno Bruto dos países industrializados, para ajudar os mais pobres a participar de um plano de estímulo orçamentário em nível mundial" precisou, durante entrevista à imprensa em Washington.
"Prevemos uma recuperação econômica que se fará sentir em 2010" mas "há muitas, muitas incertezas. O risco de não atender a essas estimativas é realmente elevado", explicou Lin.
O Banco Mundial publicou em dezembro suas previsões de crescimento global de apenas 0,9% em 2009, enquanto que o volume de intercâmbio retrocederia 2,1%.
O Plano Marshall original representou um êxito, contribuindo para que os anos do pós-guerra fossem o período de maior crescimento econômico da história da Europa.