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Correio Braziliense

Economia de Taiwan entra em recessão

 


postado em 18/02/2009 09:01 / atualizado em 18/02/2009 09:04

Taiwan entrou em recessão no quarto trimestre de 2008 com uma contração recorde de 8,36% do Produto Interno Bruto (PIB), devido à crise econômica mundial, anunciou o governo nesta quarta-feira (18/02). Os números representam a maior queda do PIB desde que o país começou a publicar dados econômicos trimestrais, em 1961, informou o organismo oficial de orçamento e estatísticas. Nas previsões, o organismo estimava uma redução do PIB de 1,73% no quarto trimestre. Na Ásia, a crise já jogou a economia do Japão em recessão. Na segunda-feira (16/02), o ministro da Economia do país, Kaoru Yosano, anunciou que o PIB do Japão recuou 12,7% entre outubro e dezembro de 2008 frente ao mesmo período do ano anterior. A queda é a maior em 35 anos. Entre abril e junho, o país registrara contração de 3% em seu PIB, enquanto de julho a setembro a economia havia recuado 0,4%. Em todo o ano 2008, a economia japonesa caiu 0,7%, pela primeira vez em nove anos. Na China, a crise afetou duramente as exportações do país, que tem nos EUA um dos principais mercados para seus produtos. O Escritório Nacional de Estatísticas da China, no entanto, prevê que o país deverá se recuperar da desaceleração sofrida com a crise neste ano antes de outras, como a dos Estados Unidos e a da União Europeia (UE). No último trimestre de 2008 o crescimento do PIB ficou em 6,8%, fazendo o dado de crescimento anual cair para 9%, depois de mais de 50 anos avançando em índices de dois dígitos. O governo já preparou uma ajuda de US$ 585 bilhões em projetos de obras públicas, incentivos a empresas e outros mecanismos de controle macroeconômico, para reativar a economia. A previsão para este ano é de um crescimento do PIB de apenas 8%, inclusive menor que o de 2008, que foi de 9% - mais baixo desde 2001 -, e já muito longe dos 11,9% que registrados em 2007. Além disso, mais de 20 milhões de imigrantes rurais internos que trabalhavam nas indústrias chinesas já perderam seu emprego, segundo o Ministério da Agricultura.

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