Economia

Bolsas europeias fecham em forte queda com bancos e montadoras

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postado em 30/03/2009 15:16
As bolsas europeias fecharam em forte queda nesta segunda-feira (30/03). As perdas no setor bancário afetaram os negócios, depois que o governo espanhol passou a controlar o Caja Castilla-La Mancha (CCM). O setor automobilístico também teve fortes perdas, depois que o governo americano rejeitou os planos da GM (General Motors) e da Chrysler. A Bolsa de Londres fechou em baixa de 3,49% no índice FTSE 100, ficando com 3.762,91 pontos; a Bolsa de Paris caiu 4,27% no índice CAC 40, para 2.719,34 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve baixa de 5,10% no índice DAX, fechando com 3.989,23 pontos; a Bolsa de Amsterdã teve baixa de 4,79% no índice AEX General, que ficou com 211,11 pontos; a Bolsa de Milão teve queda de 5,31% no índice MIBTel, indo para 12.420 pontos; e a Bolsa de Zurique fechou com queda de 2,60%, ficando com 4.745,76 pontos no índice Swiss Market. O índice FTSEurofirst 300 - que reúne ações das principais empresas europeias - fechou em queda de 3,9%, indo para 709,10 pontos. O governo espanhol passou a controlar a partir de hoje o banco Caja Castilla-La Mancha (CCM) após realizar a primeira intervenção em uma instituição financeira no país desde o início da crise financeira mundial. O Banco de Espanha (o BC do país) havia comunicado neste domingo (29) que iria intervir no CCM, o qual deverá receber ao menos nove bilhões de euros de ajuda do governo para superar a desaceleração global. O banco, que opera na região de Castela e La Mancha, ao sul de Madri, possui cerca de 17,2 bilhões de euros (aproximadamente R$ 51,7 bilhões) em depósitos, mas dívidas de 19,5 bilhões de euros (cerca de R$ 58,6 bilhões), segundo o jornal espanhol "El País". As ações dos espanhóis Santander, Banco Popular e BBVA fecharam em quedas de 4,4% a 7,7%. Além disso, o governo britânico informou que vai fornecer US$ 2,27 bilhões para resgatar a Dunfermline Building Society. As ações do banco britânico Barclays caíram 14,2%. As do suíço UBS, por sua vez, caíram 10,8% - ontem, o jornal suíço ",Sonntag informou que o UBS deverá fazer uma redução de US$ 2 bilhões no valor de seus ativos com risco de calote e cortar outros 8.000 empregos. O banco não comentou a reportagem. Setor automobilístico No setor automobilístico, caíram as ações das principais empresas europeias: as ações da BMW, Daimler, Fiat, Peugeot, Renault e Volkswagen caíram entre 5,4% e 10,6%. O novo executivo-chefe da GM, Fritz Henderson, disse hoje que a empresa vai tomar "todas as medidas necessárias" para sua reestruturação, incluindo um possível pedido de concordata. O comentário foi feito depois que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou detalhes da ajuda que o governo vai dar à indústria automobilística. Obama destacou que a GM receberá recursos para se manter operando nos próximos 60 dias, até que elabore um novo plano de reestruturação. "Se a GM tiver de recorrer a uma concordata, isso pode ter reflexos na Europa, com a Vauxhall", disse à agência de notícias Reuters o analista Bob Parker, do Credit Suisse. O presidente da montadora americana Chrysler, Robert Nardelli, por sua vez, anunciou hoje que chegou a um acordo com a italiana Fiat para formar uma aliança global. A Chrysler, que é controlada pelo fundo de investimentos Cerberus Capital Management, precisa de um parceiro para permanecer viável, disse Obama.

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