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Correio Braziliense

Inflação: custo da construção dispara

Construir ficou 12,23% mais caro no Distrito Federal nos últimos 12 meses, de acordo com pesquisa do IBGE. Expectativa é de que a redução do IPI seja repassada aos preços dos materiais a partir de agora


postado em 09/04/2009 08:00 / atualizado em 08/04/2009 23:14

Pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os materiais de construção veio em boa hora para aliviar o bolso dos brasileiros que vão construir um imóvel. O aumento nos preços dos produtos da construção civil ficou acima da inflação no primeiro trimestre e equivale a mais que o dobro da variação calculada nos últimos 12 meses. Somente em março, o metro quadrado de um imóvel novo ficou 0,94% mais caro, de acordo com o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi). No acumulado do ano o incremento foi de 1,66%, acima da inflação média medida pelo órgão no período, de 1,23%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Erguer um imóvel já está 11,67% mais caro que há um ano, enquanto a inflação acumulada nos 12 meses está em 5,61%. No Distrito Federal, o acréscimo foi de 12,23%. A redução do imposto, no entanto, deve dar um alívio aos consumidores e a expectativa é que os valores sofram reajustes mais tímidos nos próximos meses. A queda dos preços começa a ser repassada, segundo empresários do setor e a expectativa é de melhora nas vendas. “A redução do IPI já deve ter impacto no preço final”, aposta o gerente do Sinapi, Luiz Fernando de Oliveira Fonseca. Na média brasileira, o custo de um metro quadrado está em R$ 688. O brasiliense gasta um pouco mais. Segundo o IBGE, em média, o valor do metro quadrado na capital federal é de R$ 710,66, o quinto mais alto do país . Da quantia, cerca de 40% se refere a mão de obra e 60% a materiais de construção. No primeiro trimestre a alta dos materiais na média nacional atingiu 1,74%, e a mão de obra 1,55%. A redução do IPI sobre alguns itens da construção, que vai vigorar por três meses, deve ajudar a reduzir os preços dos materiais. Os fabricantes, no entanto, defendem uma extensão do benefício a toda a cadeia. “Até agora 31 itens foram beneficiados, mas produtos importantes, como os vidros e cadeados, não foram incluídos. Além disso, três meses é um período curto para o setor. Estamos cobrando do governo esse incremento. De qualquer forma, as vendas já melhoraram desde o último fim de semana”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Melvyn Fox. Depois de cinco meses registrando recuo nas vendas, os lojistas do Distrito Federal já começaram a sentir uma reação em março, de acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Materiais de Construção do DF, Cecin Sarkis. “Este é o momento das empresas baixarem preços para desovar os estoques”, orienta. » Leia pesquisa do Índice Nacional da Construção Civil

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