Economia

Presidente nega que General Motors manterá só duas de suas marcas

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postado em 17/04/2009 15:24
O presidente da GM (General Motors), Fritz Henderson, afirmou nesta sexta-feira que a empresa planeja manter quatro de suas oito marcas, mesmo após o plano de reestruturação. Em entrevista coletiva em Detroit, o novo executivo da companhia classificou como especulação o interesse da empresa em se desfazer de quase todas as suas marcas. Atualmente, a GM produz veículos de Chevrolet, Cadillac, Buick, GMC (caminhões), Opel, Saturn, Hummer, Pontiac, Saab. A companhia já anunciou que vai se desfazer das quatro últimas, mas há quem diga que apenas Chevrolet e Cadillac sobrarão. Henderson afirmou que os planos de reestruturação contemplam a manutenção das linhas mais rentáveis. Em mensagem aos europeus, o executivo defendeu que há propostas sérias feitas por grupos de investidores para comprar a Saab (Suécia) e a Opel (Alemanha). Em compensação, o governo americano tem pressionado para a empresa se desfazer também da GMC, segundo noticiou o jornal "The Wall Street Journal" nesta sexta-feira. Henderson afirmou que ainda é possível atender as exigências do governo até 1° de junho deste ano --prazo dado para que a apresentação de um novo plano de reestruturação--, mas reconheceu que os executivos da montadora se preparam para recorrer ao "Chapter 11", o capítulo da legislação dos EUA para falências e concordatas. "Estamos em um plano de dois trilhos", disse Henderson, segundo o diário americano "The New York Times" ("NYT"). "Nossa preferência continua a ser por cumprir as exigências fora de uma concordata. temos até 1° de junho. Se não conseguirmos fazer isso fora da concordata, faremos isso dentro da concordata." Ele ainda afirmou que a GM fará mais cortes em seu quadro de funcionários nas próximas semanas. A empresa já havia anunciado um corte de 3.400 empresários de áreas administrativas, a maioria até 1° de maio. Um porta-voz da GM disse, segundo o "NYT" que cerca de 250 funcionários foram demitidos em março e mais cortes ocorrerão neste mês. Henderson disse que os executivos da GM e os representantes do Departamento do Tesouro vão determinar se a empresa precisará recorrer à concordata. No mês passado, o governo americano rejeitou os planos de reestruturação tanto da GM como da rival Chrysler, ambas em situação crítica devido à crise na economia dos EUA. As duas receberam em dezembro de 2008 uma ajuda de US$ 17,4 bilhões e em fevereiro deste ano solicitaram quantias suplementares --US$ 5 bilhões para a Chrysler, que já obteve US$ 4 bilhões, e até US$ 16,6 bilhões para a GM, que já conseguiu US$ 13,4 bilhões. No dia 30 de março, o presidente americano, Barack Obama, disse que o governo irá oferecer capital suficiente para a GM nos próximos 60 dias, a fim de que a empresa possa elaborar um novo plano de reestruturação, mas condicionou a ajuda à Chrysler à formação de uma parceria com outra empresa.

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