Economia

Diretor-geral da OMC pede fim do protecionismo e retomada de Doha

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postado em 08/06/2009 09:22
INDONÉSIA - O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, pediu que os países resistam às tendências protecionistas e disse que está havendo um "bom progresso" em direção ao relançamento da Rodada Doha de livre comércio. Falando em Bali, Indonésia, onde ministros de 19 países exportadores de produtos agrícolas, incluindo o Grupo de Cairns, estão reunidos num esforço para estimular o comércio global, Lamy disse que os governos buscam um acordo para fornecer a "energia política necessária" ao reinício da Rodada Doha. "Temos de tentar encerrar essas negociações e já percorremos 80% do caminho", declarou Lamy, numa entrevista à rede de tevê americana CNBC. Segundo o diretor-geral, "um pouco de energia política" é necessário para concluir o processo de forma bem-sucedida. As negociações da Rodada Doha começaram há oito anos em Doha, no Catar, e foram paralisadas no fim do ano passado por causa de divergências basicamente entre EUA, China e Índia. Nesta segunda-feira (8/6), Lamy se reuniu com o representante de Comércio dos EUA, Ron Kirk, e o recém-nomeado ministro do Comércio da Índia, Anand Sharma. Kirk, ex-prefeito de Dallas que foi designado para o posto em março pelo presidente Barack Obama, também se reuniu brevemente com membros da delegação chinesa, às margens do encontro de ministros. O embaixador do Brasil na OMC, Roberto Azevedo, que compareceu à reunião entre Kirk e Sharma, disse que é importante que Washington e Nova Délhi enviem um "sinal político" claro de que estão dispostos a resolver suas diferenças. "Temos dois novos players, Ron Kirk e Anand Sharma, então é bom ter uma oportunidade para ouvi-los e saber o que trazem à mesa", disse o embaixador brasileiro. Além de pedir o reinício da Rodada Doha, o grupo de ministros reunidos em Bali condenou os crescentes sinais de protecionismo, incluindo a nova guerra comercial entre os EUA e a União Europeia acerca dos subsídios à exportação de laticínios. Os parceiros comerciais dos EUA também resistem ao plano "Buy American", incluído na legislação de estímulo econômico dos EUA, e que exige que os projetos financiados com dinheiro dos pacotes de estímulo usem apenas ferro, aço e produtos manufaturados nos EUA.

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