Jornal Correio Braziliense

Economia

Confiança do consumidor cresce 3,7% no segundo semestre, constata CNI

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A confiança do consumidor brasileiro cresceu 3,7% no segundo trimestre deste ano (110,3 pontos), na comparação com o período anterior (106.3 pontos). Quando comparado ao segundo trimestre de 2008, não houve alteração. O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) foi divulgado nesta quinta-feira (18/6) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para os técnicos da entidade, a melhora de expectativa com a inflação e o desemprego influenciaram no resultado. A pesquisa entrevistou 2.002 consumidores em 143 municípios em todo o Brasil. De acordo com a pesquisa, 53% dos entrevistados acham que a inflação vai aumentar, 12% dizem que vai diminuir e 34% disseram que não vai mudar. Na pesquisa anterior esses índices eram de 67%, 9% e 24% respectivamente, o que representa uma melhora de 11,2%. Em relação ao desemprego, 54% dizem que vai aumentar, 22% que vai diminuir e 24% dizem que não vai mudar. No primeiro trimestre esses índices eram de 70%, 14% e 17%, uma melhora de 17%. Sobre a renda pessoal, 37% acreditam que vai aumentar, 14% que vai diminuir e 49% acreditam que não vai mudar. Nos três meses anteriores esses índices eram de 40%, 14% e 47%. O índice situação financeira, assim como o de renda pessoal, não teve muitas alterações. Entre os que acham que a renda vai aumentar muito estão 32%, contra 34% no semestre anterior; 48% acham que vai ficar igual, contra 47 nos três primeiros meses; e os que acham que vai piorar são 21%, contra 20%. O índice de endividamento também se manteve estável. Os que afirmam estar mais endividados são 29%, sendo que no semestre anterior esse número era de 32%; os que tem o mesmo número de dívidas são 39%, mesmo número do trimestre anterior; já os que disseram estar menos endividados são 32% e no semestre anterior eram 28%. Mesmo com a melhora da expectativa, a maioria manteve a cautela no que diz respeito ao consumo de bens de maior valor. Para 51% o momento é de manter os bens de que dispõem e 24% pensam em reduzir essas compras. Apenas 3% dos entrevistados disseram que pretendem aumentar muito esse consunmo e 24% querem aumentar o volume de compras. No semestre anterior os que queriam manter o que já tinham representavam 47% dos entrevistados; os que pensavam em diminuir o consumo eram 24% e os que queriam aumentar somavam 29%.