Economia

Bolsa de NY interrompe perdas e fecha em alta com dados positivos

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postado em 18/06/2009 18:13
As Bolsas americanas terminaram sem direção definida nesta quinta-feira (18/6). A Nyse (Bolsa de Nova York, na sigla em inglês) ficou no campo positivo, estimulada por indicadores que superaram as previsões nos Estados Unidos, e a Nasdaq perdeu 0,02% com o recuo dos títulos tecnológicos. Após três sessões de baixa, o índice DJIA (Dow Jones Industrial Average), principal indicador da Nyse, fechou em alta de 0,69%, aos 8.555,60, enquanto o S 500 avançou 0,84%, aos 918,37. O índice Nasdaq encerrou em leve baixa de 0,02%, aos 1.807,72. "Os indicadores alimentaram a esperança de que a recessão termine neste ano", disse Scott Marcouiller, da Wells Fargo Advisors. Segundo divulgou o instituto privado de pesquisa Conference Board, o índice que apura o desempenho dos principais indicadores econômicos americanos teve alta de 1,2% em maio, segundo ganho consecutivo após sete meses de declínio. O resultado superou as previsões dos analistas, que estimavam um aumento menor, de 0,9%, no mês passado. O índice é visto por analistas e investidores como um indicador da tendência da economia dos Estados Unidos nos próximos seis meses. Segundo o instituto, a atividade econômica americana nos seis meses até maio também teve um aumento de 1,2% --primeiro aumento nessa leitura desde abril de 2007. Já o Departamento do Trabalho informou hoje que o número de americanos que recebem seguro-desemprego há pelo menos duas semanas caiu em 148 mil, para 6,76 milhões. Trata-se do primeiro recuo desde o início de janeiro nesta leitura. A redução ainda põe fim a uma série de 21 elevações consecutivas nos pedidos, sendo que as últimas 19 marcaram níveis recorde. O índice de atividade manufatureira divulgado hoje pelo Federal Reserve da Filadélfia (uma das 12 divisões regionais do BC americano), mostrou o menor ritmo de contração em nove meses. Além disso o índice que avalia o desempenho dos principais indicadores da economia dos EUA, apurado pelo instituto privado de pesquisa Conference Board, subiu mais que o previsto. Os investidores também analisam o plano de reforma do sistema regulatório financeiro americano, apresentado ontem pelo presidente americano, Barack Obama. A proposta, que vai agora ao Congresso, reorganiza os papéis de algumas das agências de regulação do mercado financeiro, a fim de reforçar a supervisão do governo. Além disso, a proposta deve endurecer os padrões de controle de grandes empresas financeiras e criar uma nova agência dedicada a proteger os consumidores.

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