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Correio Braziliense VENDAS VAREJO

Alguns segmentos do varejo do DF tem menor recuo nas vendas


postado em 20/06/2009 10:21 / atualizado em 21/06/2009 02:15

As vendas no varejo recuaram menos no Distrito Federal, é o que diz o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Mensal do Comércio. Em abril, a redução foi de 0,4% em comparação com igual mês do ano passado. O número ainda é ruim para o comércio local, mas já está melhor do que em março, quando o percentual ficou negativo em 4,9% sob a mesma base de comparação. A diferença entre março e abril é de mais de quatro pontos percentuais e o recuo menor nas vendas, no último mês avaliado pode representar uma retomada da economia - pelo menos essa é a aposta da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). 'O setor automotivo, o de material de construção, o setor varejista da linha branca e o setor de confecção começam a se recuperar em função da confiança do consumidor', afirma o presidente da CDL, Vicente Estevanato, que também acredita no crédito mais barato como um impulso. 'Essa queda da Selic não reflete imediatamente na ponta do varejo, mas é positiva porque existe uma tendência de baixa no custo do crédito', emenda. O analista do IBGE Nilo Lopes de Macedo explica que em comparação com o restante do Brasil, a cidade cresceu menos ou recuou em alguns segmentos. No nicho dos supermercados e hipermercados, a capital federal teve alta de 6% nos negócios, mas no país o incremento foi de 14,1%. No segmento de móveis e eletroeletrônicos a diminuição foi a segunda maior do país, com 15,1%. Em termos nacionais, também houve queda, mas menor, de 10%. Na comercialização de artigos farmacêuticos a diferença foi maior porque no DF houve queda de 3,9% enquanto no Brasil em geral houve aumento de 11,3%. Comportamento Nilo Lopes também avalia que no DF pode haver um comportamento atípico, com o consumidor mais cauteloso na hora de comprar. 'Por ser um local de alto poder aquisitivo, certamente as pessoas têm mais consciência sobre como gastar. Em sociedades mais interioranas ou pobres pode ser o inverso', concluiu Nilo. Com o aumento das vendas, se o movimento de subida continuar, a expectativa dos lojistas é de investimentos e mais empregos para o ano que vem.

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