Jornal Correio Braziliense

Economia

Greve do INSS prossegue no país; ministério diz que atendimento é normal

A greve dos servidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no país entrou na segunda semana nesta segunda-feira (22/06). Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência (Sinsprev-SP), o número de Estados com servidores paralisados vai chegar a 18, com a adesão do Amapá. Segundo o Ministério da Previdência Social, o atendimento não está prejudicado. Em assembleia no sábado (20/06), na sede da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Previdência e Assistência Social (Fenasps) representantes de 12 Estados, mais o DF, estabeleceram 14 orientações para intensificar e fortalecer a greve. [SAIBAMAIS] Entre elas, está preparar "ação judicial contra a direção geral do INSS e gerentes executivos que estão praticando assedio moral, intimidando os servidores e prática de falsidade ideológica" e apresentar "denúncia do governo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), principalmente sobre a repressão e ataque ao direito do exercício da greve pelos servidores públicos federais". Segundo a Fenasps, o Estado da Bahia tem o maior índice de paralisação, com 90%, seguido por Mato Grosso do Sul (80%). Também aderiram, com os seguintes percentuais de paralisação: Santa Catarina (65%), São Paulo (60%), Paraná (60%), Rio Grande do Sul (70%), Rio Grande do Norte (60% na capital), Piauí (65%), Minas Gerais (70%), Espírito Santo (55%), Rio de Janeiro (70%), Ceará (sem percentual), Pará (70%), Paraíba (60%), Maranhão (só na agência Imperatriz), Amazonas (70%) e o Distrito Federal (65%). No Amapá, os trabalhadores devem cruzar os braços a partir da próxima quarta-feira, dia 24. No último levantamento divulgado pelo Ministério da Previdência Social, no final da tarde de sexta-feira (19), das 1.110 agências da Previdência Social, 1.097 (98,83%) funcionaram. Em 946 (85,22%) unidades o atendimento foi normal; em 151 (13,60%), parcial, com ao menos um servidor parado, e, em três (0,27%), a paralisação foi total. Ao todo, foram atendidos 129.977 segurados no país, ante 139 mil segurados na sexta-feira anterior, quando a mobilização dos servidores ainda não tinha se iniciado. O quadro revela atendimento "próximo do normal", segundo o ministério. A federação dos trabalhadores, no entanto, contesta e apresenta números distintos. Remarcação O segurado que não conseguiu ser atendido por causa da paralisação deve remarcar o atendimento na própria agência. Um novo horário será marcado para a data mais próxima. Para efeito de concessão do benefício, será considerada a data do agendamento inicial. Os segurados que remarcarem o agendamento via Central 135 terão o início do benefício computado a partir do novo agendamento. A Previdência dispõe ainda dos serviços pela internet (www.previdencia.gov.br). Segundo o ministério, o melhor horário para ligar para o 135 é das 7h às 9h ou depois das 16h até 22h, ou no sábado durante todo o dia, quando é possível ser atendido com maior rapidez.