Economia

FMI contraria expectativas e volta a registrar lucro neste ano

Agência France-Presse
postado em 22/06/2009 19:02
O Fundo Monetário Internacional (FMI) contrariou a previsão de perdas e anunciou nesta segunda-feira (22/6) que voltou a registrar lucros no exercício 2008-2009 (encerrado no final de abril). Após um processo de reestruturação organizacional, os ganhos foram de US$ 126 milhões. Há um ano, o FMI projetava perdas de US$ 292 milhões para o período 2008-2009. No exercício 2007-2008, o Fundo havia perdido US$ 89 milhões, pela terceira vez consecutiva com déficit. [SAIBAMAIS]O lucro obtido "provém essencialmente da carteira de investimentos do Fundo, composta sobretudo por papéis de renda fixa, e o crescimento de suas atividades de empréstimos, o que reflete um aumento da demanda de financiamento por parte dos países membros, à luz da conjuntura econômica mundial", informou o FMI em um comunicado. Desde sua criação, em 1944, o Fundo obtém rendimentos dos empréstimos que concede aos países membros em dificuldades. Durante os anos de forte crescimento mundial, estes empréstimos vêm sendo pouco atraentes, mas voltaram a ser procurados com a crise e a falta de outras fontes de financiamento. Desde o agravamento da crise econômica mundial, o México obteve uma linha de crédito flexível de US$ 47 bilhões, o maior acordo de financiamento da história do FMI. A Polônia também teve uma linha de crédito "flexível" aberta, em caráter preventivo, em um total de US$ 20,58 bilhões. Auxílio Na última sexta-feira, os 27 países-membros da União Europeia (UE) informaram estar dispostos a fornecer novos fundos ao FMI para satisfazer suas necessidades de financiamento a médio prazo. A UE já tinha se comprometido em março a conceder ao FMI um crédito de 75 bilhões de euros (pouco mais de US$ 100 bilhões), no marco das contribuições globais para dobrar a capacidade da instituição de oferecer financiamento a países em apuros. No último dia 10, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que o Brasil vai emprestar US$ 10 bilhões ao FMI --o que coloca o país, pela primeira vez, na posição de financiador do Fundo, já que, apesar de integrar o grupo dos 47 países credores, o Brasil ainda não havia feito empréstimos fora de sua cota (hoje de US$ 4,7 bilhões).

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