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Correio Braziliense CONCURSO PÚBLICO

Candidatos ao concurso do Ministério da Justiça ameaçam entrar com pedido de anulação


postado em 06/09/2009 12:14 / atualizado em 06/09/2009 19:52

A seleção de candidatos do concurso do Ministério da Justiça se tornou caso de polícia. Cerca de 100 pessoas que tiveram suas provas atrasadas em mais de 40 minutos ameaçam entrar com pedido de anulação do concurso, organizado pela Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Assistência (Funrio). Os candidatos reclamam da desorganização nos locais de prova: algumas pessoas não tinham seus nomes na lista de identificação afixadas nas salas de aula, outras não receberam as provas com seus nomes.

Há denúncias também de que envelopes que continham os exames haviam sido violados antes mesmo de os fiscais entrarem nas salas. A confusão se instaurou na manhã deste domingo (6/9), com candidatos sendo transferidos para outros colégios por falta de espaço nos locais onde originalmente fariam os exames. O clima de tensão ficou ainda maior quando surgiu a notícia de que provas do nível superior, que deveriam ser aplicadas somente no período da tarde, haviam sido distribuídas também pela manhã. Confusão Ao chegar ao Colégio Objetivo, na 913 Sul, a bibliotecária Débora Fernanda dos Santos ficou surpresa. Primeiro, porque, quando se dirigiu à sala designada no formulário de inscrição, ela descobriu que seu nome não estava na lista afixada na entrada do local. A mesma situação ocorreu com outros candidatos que compareceram à escola para realizar as provas. Outro problema relatado pela bibliotecária foi que envelopes com as provas não estariam lacrados. "Está uma confusão aqui. Quando cheguei, um grupo de pessoas e eu fomos mandados para a Unip porque não havia lugar para a gente fazer a prova no Objetivo. Ao chegarmos lá, nos encaminharam para uma sala onde estavam mulheres gestantes, separadas para evitar o contágio da gripe suína. As grávidas não quiseram fazer as provas com a gente lá dentro", narra Débora. Ainda de acordo com a bibliotecária, uma pessoa responsável por aplicar as provas teria dito que a Funrio havia enviado alguns exames para o Ceub e não para a Unip. Atraso Incidente semelhante ocorreu com o publicitário Leandro Quirino. Ele e um grupo de aproximadamente 50 pessoas ficaram em uma sala, sem poder sair, aguardando a posição dos organizadores do concurso. "Algumas pessoas receberam as provas, outras, apenas parte delas. Mas, como os documentos foram entregues com 40 minutos de atraso e houve essa confusão, chegamos a um consenso: ninguém vai fazer o exame", afirma. "O concurso foi desorganizado desde o princípio porque misturaram pessoas candidatas a cargos de níveis diferentes. Acredito que os candidatos a técnicos tinham de estar separados dos que fariam as provas para analista", acrescenta o publicitário. Segundo ele, um grupo fez um abaixo-assinado para encaminhar à Fundação e ainda vai prestar queixa à Polícia Federal. Funrio Contatada pela reportagem, a Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Assistência alegou que não foi notificada por nenhum candidato, tampouco soube dos problemas por representantes da Fundação em Brasília. Mas garantiu que, caso sejam comprovadas as irregularidades, a Fundação tomará as medidas necessárias para que nenhum candidato seja prejudicado.

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