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Correio Braziliense TRABALHO

Caixa faz proposta de acordo

Instituição melhora possibilidade de divisão dos lucros com funcionários, mas sindicatos avisam que irão orientar grevistas a rejeitarem oferta


postado em 14/10/2009 08:00

Na tentativa de normalizar o atendimento ao público, a Caixa Econômica Federal apresentou ontem a seus funcionários uma nova proposta de acordo. A oferta prevê um modelo de repartição nos lucros e resultados (PLR) baseado no desempenho anual da empresa, mas com definições de pisos e tetos mais vantajosos para os bancários, e a promessa de que os dias parados não serão descontados. A categoria vai avaliar em assembleia hoje se aceita ou não a oferta.

No Distrito Federal e em alguns estados do país, os sindicatos vão indicar a rejeição da proposta feita pela Caixa. “Houve avanços, mas esperávamos mais. Vamos discutir com as bases”, disse Jair Pedro Ferreira, diretor do Sindicato dos Bancários do DF e coordenador da comissão de negociação dos empregados da Caixa. O banco, assim como os demais, confirmou o reajuste de 6,5% para todos os trabalhadores. O piso e o teto na repartição dos ganhos ficariam entre R$ 4 mil e R$ 10 mil.

 

Ouça entrevista com Jair Pedro, representante dos bancários

 

Os bancários da Caixa são os únicos a manter a paralisação desencadeada em 26 estados e no DF em 24 de setembro. Na semana passada, depois de um acordo com os patrões, os funcionários da rede privada decidiram retornar ao trabalho. Ontem, foi a vez de o Banco do Brasil (BB) e de o Banco de Brasília (BRB) voltarem a funcionar normalmente.

Contratações
Na queda de braço com os banqueiros, os bancários conseguiram 6,5% de reajuste salarial e maior participação nos lucros e resultados. Na negociação específica, o BB concordou com quase todas as reivindicações apresentadas pelos funcionários, entre elas, a de melhorar o sistema de divisão com os empregados dos lucros apurados no ano e a de contratar mais mão de obra nos próximos dois anos.

A Caixa sinalizou que pretende contratar mais 3 mil funcionários. A paralisação na instituição atinge principalmente as capitais e as cidades metropolitanas. No DF, a adesão é significativa, conforme dados do sindicato dos bancários. No Plano Piloto, correntistas se queixaram ontem de panes no sistema de autoatendimento e da falta de envelopes para depósito em espécie. Em Recife, a maior agência da Caixa não abriu as portas durante toda a manhã de ontem, incluindo os caixas eletrônicos. Transtornos também foram registrados no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

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