Jornal Correio Braziliense

Economia

Comércio lucra, mas menos que em 2008

O varejo comemora as vendas trazidas pelo bom velhinho. O Natal de 2009 ampliou o movimento no comércio em 2,4% comparado com novembro e tirou do vermelho quase todos os segmentos do setor, segundo a Serasa Experian. No acumulado do ano, a alta nas vendas foi de 5,8%, percentual que, a despeito de ser festejado pelos empresários, é o menor desde 2004 (7,8%). O número está dentro do que era esperado pela consultoria de risco de crédito, amargos 8,1 pontos percentuais abaixo do obtido em 2008. No acumulado de 2009, combustíveis e materiais de construção foram os únicos que mudaram de ano no negativo. O primeiro segmento com 2% de queda, impulsionada mais pelas oscilações de preços da gasolina e do álcool do que pela crise econômica; e o segundo, com um recuo de 13,7%. "Material de construção é o lanterna. Está saindo agora da crise porque foi o mais impactado por ela. As pessoas realmente pararam de comprar material, de fazer obras. Foi tudo adiado e engavetado", explicou o gerente de indicadores da Serasa Experian, Luiz Rabi. Por ser um setor mais dependente de crédito e da confiança do consumidor, quando os mercados perderam liquidez e não havia confiança quanto à manutenção dos empregos, as pessoas optaram por comprometer a renda apenas no curto prazo, evitando financiamentos longos e de alto valor. Com as medidas de incentivo ao consumo, como a redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), esperava-se que material de construção reagisse, mas esse segmento se manteve no vermelho e somente com a proximidade do 13; salário, em novembro, os números começaram a voltar para o azul. O subsetor que melhor aproveitou as políticas anticíclicas foi o que reúne móveis, eletrônicos e informática, com alta de 12,8% no acumulado do ano. O segundo mais bem colocado foi o segmento de veículos, com acréscimo de 7,9%. Confira áudio com Luiz Rabi, gerente de indicadores de mercado da Serasa Experian