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Correio Braziliense

Produtores de laminados plásticos querem manter preços do PVC importado


postado em 27/01/2010 15:16

A Associação Brasileira da Indústria de Laminados Plásticos e Espumas Flexíveis (Abrapla) quer retirar o policloreto de vinila (PVC) da lista de produtos norte-americanos que terão as tarifas de importação aumentadas. O produto é importado para complementar o déficit do material para as indústrias do setor.

“Existe um processo de antidumping [combate à prática de dumping, que consiste em vender produtos abaixo dos preços adotados em determinado mercado] contra o PVC, e nosso cuidado é para que esse produto, que tem um certo déficit nacional não entre na lista de retaliação que está sendo preparada pelo governo”.

A afirmação foi feita nesta quinta-feira (27/01) pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Laminados Plásticos (Abrapla), José Carlos Soares Freire, após reunir-se com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.

Em novembro do ano passado, o governo brasileiro foi autorizado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) a impor restrições de até US$ 560 milhões às importações norte-americanas, como forma de retaliação aos subsídios concedidos pelo governo dos EUA aos produtores de algodão. Com isso, os produtos da lista que está sendo elaborada podem ter suas taxas de importação aumentadas em até 100 pontos percentuais.

“O PVC representa 40% do custo de nossos produtos. Nós já compramos tudo que é produzido pela indústria nacional e, portanto, não podemos penalizar a parte complementar. Só importamos o que a indústria daqui não tem condição de atender”, argumentou o presidente da Abrapla.

A fim de enxugar a lista preliminar de produtos norte-americanos que passarão a pagar mais para entrar no Brasil, o governo brasileiro vem consultando diversos setores. O objetivo é baixar para US$ 560 milhões as restrições que, na lista preliminar, chegaram a US$ 2,7 bilhões.

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