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Correio Braziliense

Jeitinho garante superavit nas contas públicas


postado em 28/01/2010 09:16

O ímpeto gastador do governo em um ano de dificuldade de receitas o levou a recorrer ao famoso jeitinho brasileiro para ver cumprida a meta de superavit primário, economia para o pagamento de juros da dívida pública. O artifício, que só passou a ser admitido pela equipe econômica a partir de outubro do ano passado, permitiu que o Ministério da Fazenda incluísse na conta R$ 400 milhões que não foram efetivamente economizados. Pelo contrário, foram empregados em obras — do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Plano Piloto de Investimentos (PPI) — e geraram mais pressão no consumo interno.

Em dezembro, as contas do governo central (Previdência, Tesouro Nacional e Banco Central) ficaram no azul em R$ 1,7 bilhão. Com o artifício , o superavit em 2009 ficou em R$ 42,3 bilhões. O mínimo estipulado era de R$ 42,7 bilhões. “Entendemos que essa diferença, de R$ 0,4 bilhão, é positiva. E portanto, no nosso entendimento, cumprimos o primário”, assinalou o secretário do Tesouro, Arno Augustin.

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