Publicidade

Correio Braziliense

Retaliação aos EUA pode afetar algodão


postado em 13/02/2010 14:38

Uma eventual retaliação cruzada brasileira contra os Estados Unidos, atingindo desde produtos acabados a royalties sobre propriedade intelectual, poderia gerar uma pressão adicional dos setores norte-americanos atingidos sobre o governo Obama para que façam as mudanças necessárias em sua política para o setor produtivo de algodão. A avaliação é de Haroldo Cunha, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), entidade que teve participação-chave no processo movido pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) que culminou na condenação de várias políticas dos EUA.

Na quinta-feira, o governo brasileiro editou a medida provisória que regulamenta, pela primeira vez, a possibilidade de o Brasil realizar a retaliação cruzada contra os EUA. O mecanismo permite que outros produtos, ou direitos de propriedade intelectual, sejam punidos devido ao uso de políticas comerciais condenadas pela OMC. Cunha imagina que setores nos EUA eventualmente atingidos pelas retaliações passem a pressionar o governo Obama para que mude as políticas de apoio ao setor de algodão, como o sistema que subsidia o crédito às exportações do produto.

“Só não sabemos se a pressão dos setores prejudicados vai levar a adequações por parte do governo dos EUA”, afirmou.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade