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Correio Braziliense

Reajuste dos aposentados continua sem definição entre aliados


postado em 14/04/2010 20:47

Brasília – O índice de reajuste para os aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo continua sem definição na base aliada ao governo no Congresso Nacional. Os parlamentares se dividem entre os que apoiam que o reajuste passe de 6,14% para 7,71% e os que afirmam que o governo não tem como pagar mais de 7%.

Líderes e parlamentares governistas da Câmara e do Senado reuniram-se, há pouco, para tentar um entendimento sobre a questão, mas não houve qualquer avanço. Os senadores que participaram da reunião e alguns deputados da base que defendem os 7,71% saíram da reunião mantendo disposição de aprovar esse percentual.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), relator da Medida Provisória (MP) 475, que reajustou os benefícios em 1º de janeiro deste ano em 6,14%, tentou convencer os deputados e senadores aliados de que o governo não tem condições de conceder o reajuste de 7,71%. Segundo ele, este ano, o governo deu "o maior reajuste do mundo" aos aposentados.

Vaccarezza afirmou, porém, que não é possível ultrapassar o limite de 7%. "Qualquer proposta que passar desse limite não terá sustentação econômica, nem financeira e não tem sustentação no Orçamento”, disse o líder do governo, ao lembrar que qualquer índice acima dos 7% deverá ser vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ideia é votar a MP 475 no dia 27 deste mês.

O senador Paulo Paim (PT-RS), que participou da reunião, disse que, no Senado, a decisão é elevar o reajuste para 7,71%. “A ordem é convencer o Vaccarezza para aprovar os 7,71% e dialogar com o presidente Lula para sensibilizá-lo a sancionar esse reajuste." O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, continua insistindo na elevação do reajuste para 7,71%.

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