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Correio Braziliense

Aumento do minério alivia rombo externo


postado em 19/04/2010 08:26

O mito de que a economia brasileira absorveu com facilidade o golpe da crise econômica global e saiu dela mais forte do que entrou cai por terra. Pelo menos em um aspecto isso não é verdade, de acordo com análise do economista Maurício Molan, do Banco Santander: a dependência da poupança externa ficou maior, resultado, em grande parte, das elevação dos gastos do setor público e da drástica redução de investimentos. Ele ressaltou, porém, que as preocupações crescentes com o rombo das contas externas serão minimizados neste ano pelo aumento de 100% no preço do minério de ferro, que trará mais dólares para o país.

“Considerando que o total exportado em minério de ferro em um ano se aproxima de US$ 14 bilhões, sem contar os cerca de US$ 3 bilhões em produtos relacionados, o impacto do reajuste proposto pelas mineradoras será de US$ 12 bilhões na balança comercial deste ano”, destacou o economista. Com isso, ele prevê que o saldo da balança comercial deste ano, ao contrário do que se falava até bem pouco tempo, será maior neste ano do que em 2009. Pelas suas contas, o superavit ficará em US$ 18,6 bilhões ante os US$ 10,8 bilhões previstos inicialmente.

Para chegar a essa nova estimativa, o economista do Santander elevou de 6% para 33% o crescimento das exportações em 2010 e de 35% para 44% o aumento das importações. Ou seja, a boa notícia é que o rombo nas transações correntes do país com o exterior ficará em US% 48,7 bilhões do Produto Interno Bruto (PIB), um buraco perfeitamente financiável por investimentos vindos de fora.

O número
US$ 18,6 bilhões
Previsão de superavit na balança comercial de 2010

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