Publicidade

Correio Braziliense

Desenvolvimento sustentável é o desafio para o Brasil


postado em 11/08/2010 07:46 / atualizado em 11/08/2010 08:39

São Paulo — O próximo presidente da República brasileiro terá que ter preparo para lidar com mais um desafio imposto pelo crescimento econômico: o de garantir que o desenvolvimento ocorra de forma sustentável, reduzindo o desmatamento e criando leis ambientais que delimitem a atuação das empresas, opinou ontem, em passagem pelo país, o professor da London School of Economics Nicholas Stern. Ex-economista-chefe e vice-presidente sênior do Banco Mundial, de 2000 a 2003, ele é autor do principal estudo já realizado no mundo sobre a economia das mudanças climáticas, o Relatório Stern.

“A sustentabilidade será um grande desafio para o próximo presidente do Brasil. Na última década, o país começou a crescer e a pobreza recuou. Houve crescimento com redução das desigualdades. Mas, com a economia em expansão, o desafio da sustentabilidade é cada vez maior”, afirmou o professor, que manifestou grande preocupação com a preservação da Floresta Amazônica. “Fica bem claro que o desmatamento tem sido um problema enorme. O privilégio de o Brasil ter uma floresta como a Amazônica é o que obriga a cuidar dela.”

O economista deu ênfase ao potencial do país para a atração de investimentos externos, mas ressalvou que isso aumenta a responsabilidade do governo de criar leis que garantam um setor produtivo enquadrado sob exigências ambientais pré-determinadas. Além da criação de leis reguladoras, ele ressaltou que é preciso combater a extração de madeira ilegal, aumentando o policiamento na Região Amazônica e envolvendo as comunidades locais na atividade. “É possível reduzir a pobreza e proteger a floresta ao mesmo tempo”, afirmou. Segundo Stern, o governo precisa conseguir reduzir a pressão da agricultura. “Aumentar a produtividade por hectare é uma forma de reduzir a pressão por desmatamento”, disse.

A repórter viajou a convite do Walmart

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade